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Lisboa, além de ser minha grande paixão, acaba eleita a base das gaúchas na Europa por conta do voo direto da TAP, evitando deslocamentos entre POA/SP. Explicado isso, claras ficam as razões para alguns dias na cidade na chegada e no retorno das férias. 

O Hotel Mundial tem sido uma eleição costumeira, especialmente pela localização - a dois passinhos de tudo o que mais amamos por lá, além de possuir uma parada do Elétrico 28, na porta. Em abril, quando por lá passamos novamente, resolvemos que ficaríamos no Mundial na chegada - coisa rápida, apenas um pernoite e no retorno, então para quatro diárias, ficaríamos no Sheraton Lisboa Hotel & Spa






O simbolo de minha paixão por Lisboa (sim, paixão) é o Arco da Rua Augusta. O considero lindíssimo, cheio de simbolismos, a abertura da cidade para o rio Tejo, para o Mundo e o portão de entrada por onde seríamos todos recebidos. 

Quando perambulo pela cidade o Arco é um de meus lugares de passagem, de várias passagens. Fica lindo a qualquer hora do dia ou da noite, a luz do Sol ou da Lua, o branco e amarelo de sua face externa sempre em contraste com o céu tão azul de Lisboa. 





Minha Lisboa é para ser desbravada a pé, resvalando por suas ruas de pedrinhas lisas, descendo ladeiras - porque para subi-las vou de Elétrico, claro. E na última visita não foi diferente, tempo de largar as malas no hotel, uma caminhada até a Cervejaria Trindade para uma refeição e depois aproveitar a tarde de primavera para dobrar ruas, fotografar, curtir o céu azul e viver um pouco da cidade. 


E a cidade se mostra, se revela a cada esquina, gosta de ser fotografada, deixa que o sol dê tons as cores de seus azulejos e fachadas. Descemos do Chiado em direção ao Cais Sodré aproveitando a tarde fresca e ainda úmida de inicio de primavera, para conversar e planejar a vida - e como temos papo, sempre!  


Lisboa é a cidade das 7 Colinas, dos Miradouros, local onde se cravavam as bandeiras das conquistas, de onde olhavam ao longe e sonhavam com as Terras do Novo Mundo e de onde hoje milhares de turistas observam os encantos arquitetônicos e o vai-e-vem de embarcações no Tejo. 

"Portas do Sol", designação de sonho, não? Uia, você foi a Lisboa infinitas vezes e não conhece ainda tal Miradouro? E se eu tirar um pouquinho do encanto e chamá-lo de Miradouro de Santa Luzia? 


O Miradouro de Santa Luzia fica no caminho para o Castelo de São Jorge, normalmente percorrido por quem desce daquele em direção ao Terreiro do Paço, pois para subir é melhor optar pelo Elétrico e deixar os pés para escorregarem ladeiras abaixo. 






Considero um dos pontos mais encantadores das ladeiras por onde andei, mas certamente um dos menos conservados. O espelho d'água se encontrava sujo e seco e o maior dos painéis de azulejos necessitando de limpeza e restauro. Apesar disso, a beleza se mantém e a vista é belíssima. 

Daquele ponto observamos a cúpula de Santa Engrácia, a Igreja de Santo Estevão e as torres da Igreja de São Miguel. 




Dois belos painéis de azulejos contam um pouco de história e colorem a colina. Um retrata a Praça do Comércio, antes do terremoto e, noutro, está retratado uma cena do ataque dos cristãos ao Castelo de São Jorge. Mas esses ficaram apenas na memória, pois as imagens se foram num cartão de memória perdido. 




Estive lá em duas oportunidades e, em ambas, não me furtei de gastar quarto de hora a observar ao longe, a esmiuçar os detalhes, a ver o Tejo. Daquele ponto se pode descortinar a Alfama, observar seu labirinto de ruas e becos, suas curvas, uma delicia. Depois? Se embrenhar ladeira abaixo, dobrando esquinas, observando o comércio, o passo sossegado de seus moradores até alcançar as margens do Tejo. 








Lisboa já seria uma encantadora cidade, mas seus Miradouros lhe dão charme, cores e preservam a história de lutas de seu povo, trazem um pouco da alma do lisboeta em seus jardins e em seus painéis. E como é bom poder olhar ao longe e sonhar...






De todas as atrações de Lisboa, o Castelo foi a de que mais ouvi falar desde que cheguei na cidade. Já no check-in no hotel fui informada que do restaurante a noite teríamos uma vista privilegiada do Castelo iluminado - verdade! Ao sair na manhã seguinte o porteiro alertou que o Elétrico 28 e que tem ponto em frente ao hotel nos levaria ao Castelo. E assim foi, um comentário aqui, uma observação ali. Tínhamos uma programação alinhavada para os primeiros dias que não o incluía. E no meio do caminho tivemos um dia de Greve Geral, e o que fazer? Ir ao Castelo, pois as informações veiculadas davam conta de que seria a única atração em funcionamento - e lá fomos nós e todos os turistas que se encontravam em Lisboa. 




O Elétrico 28 possui um trajeto interessante, por algumas ruas estreitas, onde passa bem junto as fachadas do casario. Descemos do Elétrico, um dos poucos meios públicos de transporte em funcionamento, curtimos a vista belíssima e empreendemos uma pequena caminhada até chegarmos ao destino. E? Fechado, ao contrário do divulgado. Bom, aproveitamos para curtir a vista do mirante, fotografamos e partimos, com água na boca. E lá fomos, circulando, curtindo os caminhos, até o Pátio da Galé - ganhamos a manhã! 






Nossa estada inicial na cidade se encerraria na manhã seguinte e fomos obrigadas a deixá-lo para o retorno, antes de nossa volta ao Brasil. Quando voltamos de Roma, a manhã seguinte foi inteiramente reservada à ele, do que não nos arrependemos. Novamente um belo passeio de Elétrico até as proximidades, alguns momentos para curtir a belíssima vista, e após uma breve caminhada até o Castelo. E lá estava ele, imponente e com as portas abertas à nossa curiosidade. 


E como ver tantas belezas em poucas horas? Sem pressa, deixando que o possível se apresentasse aos olhos e o restante se resguardasse até nossa próxima visita. Não sou fã de maratonas turísticas, gosto que os lugares agucem meus sentidos! Bom, tínhamos três horas e duas cidades à explorar e fomos, câmera em mãos e nenhum roteiro na cabeça. E agora, um post fotográfico.


Ao sairmos do hotel, sem rumo, rapidamente resolvi que o melhor era seguirmos de metro até Vila Nova de Gaia e de lá regressarmos a pé, medindo os passos pelos ponteiros do relógio. Viagem curta, descemos no primeiro ponto após a bela ponte - Jardim do Morro. E por onde seguir? Perguntinhas feitas a simpáticos guardas e optamos por descer pelo caminho do Casino da Ponte, que se mostrou um lugar maravilhoso para fotos, em direção as vinícolas. Braços dados e olhos atentos.





Ao pé da ponte, junto ao rio, pausa demorada para observar a paisagem, às margens com seu casario colorido, o teleférico sobre nossas cabeças. Dalí rumo as vinícolas, que aos poucos começavam a abrir as portas ao público, que naquele momento se resumia as duas gaúchas.


A cidade do Porto, no norte de Portugal, é um lugar para caminhadas, para se ver ao longe e para se olhar em direção ao céu. Muito do que tem a oferecer está em seus caminhos, em suas fachadas coloridas por azulejos muito azuis. Mas está também em sua gente, uma mescla de jovens moderninhos e senhoras que parecem saídas do túnel do tempo. São descobertas para se fazer com tempo, a partir da observação, da interação. 

Bom, mas nossa passagem seria mega rápida e não havia tempo para tanto. Para piorar? Pouco mais de uma hora após nossa chegada o tempo virou, as muitas pombas voaram freneticamente e as senhorinhas se puseram a andar rápido, muito rápido, e em poucos minutos todos haviam desaparecido, as ruas se encontravam vazias.





Há pontos turísticos que por sua natureza arquitetônica, mesmo que despidos de outros elementos móveis, possuem uma beleza em si. Esse é o caso do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém - Lisboa. 



O passeio interno importa mais em analisar toda a série de elementos arquitetônicos, andar por seus espaços livres, pois há muito pouco no que se refere a pinturas, esculturas e outros elementos. Mas a beleza de sua fachada e de seu interior é requintada, numa sofisticação de detalhes única.






Uma Vila de Lisboa, formada por um conjunto único de belezas naturais e arquitetônicas, num misto de Palácios, Conventos, Muralhas e belezas naturais. Já num primeiro olhar é compreensível as razões que levaram a ser reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Essa é Sintra

Para nós a experiência se resumiu a um dia de visitas e andanças, insuficiente para conhecer e sentir, efetivamente, aquela terra e sua gente. Mas suficiente para colocá-la nos planos para o retorno próximo. 

Há muito o que se conhecer, muitas visitas a serem feitas, mas especialmente muito o que sentir e ver por suas ruas, por suas vielas e suas escadinhas. Cada pequena entrada conduz ao novo, possui um tom, normalmente dado por belos detalhes de azulejaria mudéjar, herança das invasões e retomadas - hibrido de cristão e muçulmano. Arte perpetrada pelos islâmicos que permaneceram em terras cristãs após a retomada do território, numa mescla de culturas de resultado único e que possui um conjunto bastante preservado na região. 





Passamos apenas um dia em Sintra e por essa razão tivemos que fazer escolhas, pois não poderíamos visitar todas as atrações turísticas existentes, salvo se considerássemos a hipótese de empreendermos uma maratona, o que não era o caso. Desejávamos apenas passear, caminhar, curtir os caminhos e os encantos daquela Terra. Eu tinha minha preferência anotadíssima e havia decidido que cortaria quaisquer dos demais pontos turísticos, desde que pudesse visitar com calma a Quinta da Regaleira. 

Nossa visita a Quinta ficou para o período da tarde, após o almoço. Mas logo percebemos que não se tratava de uma atração muito procurada, talvez por ser particular e não constar das propagandas estatais com muito destaque. Sem me importar muito com a baixa procura, eis que odeio filas mesmo e já as havia enfrentado pela manhã, pegamos nosso simpático mapinha e partimos. Como havíamos almoçado nas proximidades do Palácio Nacional, pegamos a estrada a pé e alcançamos o destino em aproximadamente 20 minutos (mas há ônibus urbano), após uma caminhada relaxante por um caminho cercado de belezas. Ao chegarmos, a pouca procura se confirmou, havia mais duas pessoas circulando por lá. Mas vejam se não é linda...


Foi o meu passeio em Sintra. Um lugar lindo, com lindos jardins, um café maravilhoso e muita liberdade. Sim, você é livre para andar, para fotografar e só às vezes se depara com um funcionário, que normalmente circula nos espaços onde há mais pinturas. Mas circulam a distância, sem interferir. Como tenho problemas com lugares que proíbem máquinas fotográficas, por lá andei feliz da Vida! 


Esse post atende pedidos de informações que tenho recebido, mesmo que com poucas imagens - não tenho o hábito de fotografar hotéis, salvo quando possuem um diferencial.

Para nossa estada em Lisboa nas últimas férias, em dois períodos distintos, optamos pelo Hotel Mundial, localizado junto a Praça Martin Moniz, na Baixa Pombalina.


A razão inicial para sua escolha foi a localização, pois bem central, numa região que permite passeios a pé, tendo o Rossio e suas opções a poucas quadras, além de contar com parada do Elétrico 28 junto a porta. Tal elétrico é o que tem parada junto ao café A Brasileira e ao Castelo de São Jorge. Fica junto a Praça da Figueira e próximo a do Rossio - onde há estações de Metro.

As instalações são muito aconchegantes, limpas e suficientes. Os apartamentos são bem mobiliados. Como nos hospedamos em duas oportunidades, na primeira contamos com a vista da Praça Martin Moniz e na segunda ficamos com a linda vista do Castelo de São Jorge, iluminado durante as noites.



O Freeport Alcochete é o considerado o maior outlet da Europa, com 75.000m2 de área construída, contando com mais de 100 estabelecimentos comerciais e com conhecidas marcas do mercado, como Carolina Herrera, Adolfo Dominguez, Hugo Boss, Gant, Lacoste, Niike, Adidas, Burberry e Sansonite. Além de uma OutCat - A loja do Gato Preto e de uma unidade da Vista Alegre. 


As lojas oferecem descontos de até 70% sobre o preço normal. Há uma área de lazer, eventualmente com atrações especiais, além de opções de alimentação - bares e restaurantes (a noite havia apenas um quiosque com bebidas e salgadinhos). 


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