No mês das Festas, muito trabalho antes das férias, poucas leiturinhas, mas post publicado em comemoração ao sétimo mês desse projeto querido. Mais um mês de pontes construídas, de compartilhamento de experiências e de alegrias. 

Uma reflexão sobre nosso universo de blogueiros de viagem, com o Alma de Viajante: você vive para contar ou conta o que viveu? 



E o que separei, nesse mês?



A Fragata Surprise: Mosteiro dos Jeronimos.
Alma de viajante: 3 dias na Extremadura.
Amantes de viagens: dicas da Turquia.
As boas coisas da vida: vinho Barbaresco.
Comendo Chucrute & Salsicha: praia em Albufeira, no Algarve.
Desbravando Madrid: Mercado de San Miguel.
Dobrar fronteiras: hotel capsula, em Tóquio.
Turomaquia: Ilhas Arán.
Viagem na Itália: Teatro La Fenice.
Viagens Cinematográficas: Klein Curaçao.
Viajadas: polo gastronômico Costa da Lagoa, em Floripa.
Viajar entre viagens: pensando em ir para o Zimbabue? Espia, aqui.
Viaje & Descubra: de Bariloche a Osorno.


Informativo

O projeto não envolve qualquer espécie de parceria, publicidade ou links indicados para publicação por empresas ou blogueiros. É livre, leve e solto. Se você leu algo legal ou descobriu um site ou blog interessante e acredita que posso gostar, indique e não espere que ele esteja no Leiturinhas, necessariamente. 
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Minha viagem para Cuba foi a realização de um desejo antigo, mas foram poucos dias e tudo foi organizado de última hora. 

O tempo passou rápido, mas nesse tempo o Mochilinha foi se tornando referência e recebo muito in box do pessoal querendo saber coisinhas bem prosaicas, muito em decorrência de haver, ainda, poucas informações turísticas nas redes e, menos ainda, uma estrutura para receber o pessoal em Havana. 

Nesse meio tempo a internet foi liberada por lá, há cartões sendo vendidos por valores bem menos salgados que os 10 CUC por hora (10 Euros), de outrora. Certeza de que isso facilita muito o dia-a-dia, mas acho que o principal é a organização prévia, as primeiras medidas que devem estar acertadas antes de embarcar. Depois a gente vai se virando, papeia com um, pede indicação para outro e os dias correm lindos, quentes e maravilhosos. 



Todos os preços aqui apontados tem por base o CUC = Euro = abril/2015. 




Bom, vamos lá:


Dica 1 - agendamentos prévios:


Como chegar e onde ficar?


Os mais aventureiros dirão que basta chegar, perguntar e as coisas se resolvem. Talvez, mas não contaria com isso se o desejo é não perder tempo e aproveitar o país. Prefiro que os acertos básicos já estejam fechados, previamente.

Chegar com o transporte contratado, especialmente se estiver em dupla ou grupo, pode significar economia, ainda mais se não for perito em negociar e pechinchar.

Para quem ficará muitos dias ou retornará após viajar pelo país, talvez seja interessante contratar apenas o transporte do aero até o bairro onde se hospedará e a hospedagem para os primeiros dias. Depois de instalado entenderá o funcionamento das coisas por lá e poderá optar por outro local, outro bairro e etc. 


Cartão de crédito pode ser guardado na carteira, dificilmente será usado, pois vi apenas um lugar que aceitava em Havana. Pode ser usado nos resorts de praia, como em Varadero. Dólares e Euros não possuem qualquer valor, se não trocados por CUCs. Essa é a moeda do turista e é com ela que efetuarás todos os pagamentos: transporte, hospedagem, alimentação e badulaques. 





Recomendo trocar um valor maior já na Cadeca do aero. Após, na medida dos gastos, ir completando as trocas das cadecas espalhadas pela cidade. Taxas de câmbio, pesquisa de preços e outros? Esqueça, você está num país socialista, com valores fixados pelo governo e seguidos por todas as casas de câmbio, sem concorrência. Sobre o CUC contei de nossa experiência, aqui.


Dica 2 - transporte

Os cubanos não podem transportar estrangeiros, salvo que sejam taxistas legalizados. Não existe a carona, nem para amigos que tenham conhecido quando em missões fora de Cuba, pois se parados pela fiscalização recebem multa e tem o carro apreendido. Aqui e acolá sabemos de histórias de caronas bem e mal sucedidas.






O aero fica distante dos bairros turisticos de Havana e é necessário escolher um meio de transporte. Há ônibus público e táxi. 

As empresas Via Azul e Transtur fazem o trajeto, com um custo de 25CUC, por pessoa. As vans e ônibus ficam estacionados junto ao terminal 3, um pouco escondidas de quem sai pela porta principal.

Dizem que há táxis no desembarque, que fazem o trajeto por preços em torno de 15CUC, por pessoa em automóveis antigos e de uso compartilhado. No dia que chegamos, com uma chuvarada, eles não estavam lá e os únicos ali já estavam com as viagens contratadas. 

Nós havíamos contratado com o Luis, nosso senhorio. Ele é o proprietário do Hostal Corazon del Vedado, com quem contratamos também a hospedagem em Havana e o táxi para o trajeto Havana-Varadero-Havana. Pagamos 25CUC pelo transporte do aero até Vedado, para duas pessoas. De brinde um pequeno tour pelo bairro e muitas indicações acerca das opções de locomoção, locais para visitar e bares e restaurantes interessantes. 

Como o Luis não poderia sair de Havana com estrangeiras, para o trajeto Havana-Varadero-Havana ele intermediou com o Aldo, um taxista legalizado. O custo foi de 80CUC cada perna de 140Km. Há táxis modernos rodando por lá, carros Hyundai, que teriam nos cobrado algo em torno de 100CUC cada trecho, conforme fomos informadas. Mas se você está em Cuba rodar nas banheiras fumacentas faz parte do pacote, afinal. 



Para circular por Havana há várias alternativas. Aproveitamos o táxi compartilhado, naqueles carros antigos, bem como o Coco táxi. Não chegamos a usar o ônibus público. 


Cada corrida no táxi compartilhado custava entre 0,50 e 1CUC, por pessoa. Sempre conferia o valor com o motorista, antes de entrar no veículo e sempre fazia o pagamento após deixar o veículo. Sou cuidadosa, eu sei, mas isso foi importantíssimo em uma das noites, em que o rapaz quis nos exigir 20CUC ao chegarmos no destino - já na calçada eu paguei o valor combinado, sem receio. 

O Coco táxi é uma delicia. Uma moto acoplada, que transporta duas pessoas além do motorista. Encontramos Juama num cruzamento, acertamos o primeiro trajeto e guardamos seu telefone. Nas oportunidades seguintes ligávamos e ela vinha nos apanhar ou mandava o marido - curtiu tanto e ganhou tão bem que nos convidou para passar o final de semana na praia com a família. O prazer foi dela e nosso, pois nos mostrou muito de Havana, conversamos muito sobre o funcionamento do país, das expectativas, necessidades e etc. Inclusive, conhecemos a casa da família. 

O ideal e recomendável é sempre acertar antes o valor de cada corrida. Com Juama pagávamos 5CUC cada trajeto ou 20CUC a hora para passear e visitar os lugares turísticos - usamos os dois sistemas e aproveitamos muito. Nas duas oportunidades que fizemos com outros motoristas, pediram de 7 a 10CUC cada trecho, mas negociando acabaram saindo por 5 ou 7CUCs. 



Para retornarmos ao aero, no dia da partida, contratamos um casal indicado pela proprietária do apartamento. Por lá todos intermediam algo, pois todos necessitam da moeda do estrangeiro para viver melhor. O valor saiu mais em conta, 20CUC a corrida. 



Dica 3 - hospedagem

Cubanos só podem hospedar estrangeiros se possuírem autorização para tanto e recolherem os impostos devidos. 

Ao chegar o senhorio solicita o visto, preenche um livro, dá recibo e cobra o valor combinado. Há organização e regras para que hospedem estrangeiros e eles as cumprem. 

Há muitos arrendadores privados, pessoas autorizadas a receber estrangeiros em casa, além dos hotéis do governo, em Havana. 

Hoje, ainda, é possível encontrar uma gama bem ampla de imóveis para alugar no AirBnB, o que não existia na época. 

Cada arrendador conta com uma placa indicativa, afixada na fachada.



Contratamos com Luis Garay, do Hostal Corazon del Vedado - já havíamos escolhido Vedado como o bairro para os dias que passaríamos em Havana. Na época, mesmos com uso de internet restrito, ele já trabalhava através de e-mail, o que muito facilitou o contato. Inclusive, já levamos conosco a ficha de hospedagem preenchida, para o caso de ser solicitada na imigração. 



Luis é educado e amável, além de levar super a sério o trabalho que realiza. Facilitou muito nossa vida, o temos indicado e o retorno dos amigos que o contrataram só confirma que ele é muito profissional - lembro de sete pessoas que reportaram terem usado e aprovado seus serviços. 


Ele é um arrendador privado, que hospeda turistas em sua casa - o Hostal Corazon del Vedado. Imaginávamos que ficaríamos lá, numa suite como combinado. Não, ele preferiu intermediar nossa hospedagem com Margot, num apartamento no principal cruzamento do bairro. 

O valor não variou, mas ele garantiu que estaríamos melhor acomodadas. Aprovamos. 

Escrevi um tanto sobre Luis, aqui.

O valor da diária varia entre 25 e 30CUC, para duas pessoas numa mesma suite - pagamos 25CUC por uma suite simples, com tv (que não ligamos), ar condicionado e banheiro novinho. O café-da-manhã pode ser contratado ao custo de 3CUC, por pessoa, e eu recomendo. 






Sobre nossa hospedagem em Havana, contei os detalhes da Casa de Margot, aqui.





Dá para contratar o primeiro período e depois, estando lá, resolver por outro bairro e etc. Há placas espalhadas, o que facilita a escolha e a conversa direta com os proprietários. 


Nós, particularmente, gostamos tanto dos senhorios que, ao retornar de Varadero, completamos nosso período em Havana na mesma residência. 

Quando fomos para Cuba decidimos que queríamos colaborar com os cubanos, diretamente. Por essa razão desconsideramos a hospedagem nos lindos hotéis Habana Libre e Nacional. Se em Cuba, viva como os cubanos (ou quase). 

Luis e Margot oferecem hospedagem em Vedado, um bairro classe média, um tanto moderno e mais bem conservado. Já Aldo, nosso taxista, oferece no bairro Playa, mas não chegamos a conhecer. 


Dica 4 - onde comer

São tantos lugares. Demos preferência para os paladares, empreendimentos familiares que hoje se espalham e movimentam a economia de Havana.

Em Vedado seguimos as indicações de Luis e nos deliciamos com deliciosas lagostas e provamos alguns pratos da culinária local. 



Lagostas no Sancho Pança, umas esquisitices do El Burrito, saladas e muitas cervejas do Café Presidente. 



Em Havana Vieja fomos entrando, sem indicações. Restaurantes mais turistões, mas com música local e ótimo tempero. 




Nos lindos hotéis Nacional e Habana Libre escolhemos sentar nos bares e curtir uma cerveja bem gelada, além de fazer uso da internet - em abril/15 eram apenas os hotéis que vendiam senhas de 1h de internet ao custo de 10CUC. 


Pelas ruas pouco o que consumir. Os cubanos estão acostumados as dificuldades e não estão habituados a gastar em bares e restaurantes, como nós. 

Se encontram muitas frutas pelas esquinas, além de ter visto cachorro-quente, milho verde fumegante e churros em metro. 

Há paladares com cardápio em Pesos Cubanos, moeda local, mas que convertem discretamente para o CUC para poderem receber turistas. Foi o caso do El Burrito, no centro nervoso do Vedado - nossa refeição mais barata, pois a conversão é muito vantajosa para o turista.



Contei do Sancho Pança e seus deliciosos frutos do mar, aqui.




O Café Presidente é mais para turistas, mas facilitou muito minha vida - oferecia coca-cola muito gelada, além de massas e saladas muito saborosas, como contei aqui. 




Dica 5 - o que ver, por onde andar


Se solte, aproveite, caminhe muito, se misture, converse, você está em Cuba. 



O país tem uma história rica, passou por ditaduras, por uma Revolução única, possui um regime de governo diferenciado, teve altos e baixos, ofereceu saúde e educação, retirou um tanto da liberdade, mas sobreviveu e se abre ao mundo com suas peculiaridades. 




Museus, fábricas de charutos, bares famosos, muitos drinks e alguns sebos. Praças, ruas e sua gente, que conversa muito, ri alto e se espalha no Malécom nas noites quentes de Havana. 




Vá entrando e saindo dos lugares, se permita ver e esqueça roteiros cheios de museus e palácios imperdíveis. Olhe para os muros, interprete os sinais e converse, muito e mais um pouco. 














Para mim foi uma viagem transformadora, que mexeu com conceitos e que me faz, ainda hoje, ter um olhar diferenciado para a vida e para o dia-a-dia. Como repito sempre, jamais usarei o detergente de louça da mesma maneira - não por economia, mas por ter se tornado para mim um simbolo de valor, de ascensão social e de pertencimento (isso, só consigo explicar pessoalmente, nos papos com amigos). 



Acredito que ninguém regresse sem histórias, sem detalhes que fazem o coração palpitar fora de ritmo e sem saudade do sorriso aberto daquele povo. Ah, como reclamamos de tudo, né? 




Como disse em meus Diários de Cuba, o sol amorena a pele e o diesel gruda na pele e nos cabelos, enquanto Cuba nos transforma - de fora para dentro, sem pedir licença.


Diários de Cuba - aqui, aqui e aqui.




Rodamos, rodamos e, depois de alguns dias,  chegamos nas terras que melhor conhecia, onde pisei com aquele tanto de posse, de estou em casa: Bagé, a Rainha da Fronteira.

 
Muitas vezes estive na cidade a trabalho, passei dias, semanas, sem jamais deixar de descobrir um cantinho novo, um restaurante interessante ou ouvir uma história nova sobre as lutas, aventuras e desventuras dos antepassados daquelas terras.

 
Distante 380Km da capital, a cidade tem sua base econômica na pecuária, ovinucultura e agricultura, é o polo universitáro de sua região e, nos últimos anos, desenvolve belos trabalhos nas áreas de enoturismo e no cultivo de olivais. Foi rica e progressista, passou por dificuldades, empobreceu um tanto junto com o Estado, mas busca alternativas e se fortalece.
 
Ali, naquelas terras que fazem fronteira com o Uruguai, onde sempre nos misturamos um tanto, onde a língua enrola daqui e dali e todos se entendem num portunhol divertido, homens lutaram por novos tempos. Bagé teve importância estratégica para farrapos e imperialistas, por seus campos o sangue foi derramado, por lá as lágrimas rolaram e as espadas bradaram ao longo da Revolução Farroupilha. Batalhas pelos campos, trincheiras na praça central e ocupações, por legalistas e revolucionários.
 
Estancieiros, riqueza e certo refinamento. Herdamos os casarões com suas janelas de vidros aparentes e jateados, suas casas com duas portas de entrada, o mármore e tantos outros sinais de bonança, de poder. Na vida e na morte, pois a cidade conta com um interessante conjunto de arte cemiterial, com túmulos e esculturas trazidas de navio desde a Itália e França.
 
Hoje a cidade recebe turistas e estudantes com uma boa rede hoteleira e de gastronomia, oferece alguns tours e as belezas de uma cidade típica do sul gaúcho.

 
Onde ficar ?
 
Conheço três dos principais hotéis da cidade, todos na região mais central, que também conta com opções em hotéis fazenda maravilhosos.
 
Com as meninas retornei ao Fenícia, agora sob nova direção e cheio de novidades. Situado junto a praça central da cidade, ao lado de todo o centro nervoso, empresarial e financeiro do município. E a vista?

 
 
O pessoal nos ofereceu hospedagem no sexto andar, para conhecermos o mais novo projeto da casa, que se molda em parceria com produtores da região. É um andar temático, com suítes vinculadas aos vinhos e azeites produzidos ali.


Dunamis, Batalha, Peruzzo e outros. Cada suíte com uma cor, com seu charme e com vinhos e espumantes disponíveis para o consumo.


 
Me hospedei num lindo hotel em Montevideo, com um projeto semelhante e vi no esforço do pessoal um ato de empreendedorismo, que visa dar ao empreendimento um diferencial turístico. Nem tudo está concluído, a loja no andar térreo ganhava os últimos retoques e ainda não estava aberta ao público - a Boutique do Pampa, algumas suítes recebiam acabamento e o restaurante no último andar ainda não saira do papel. Mas, o que encontramos já demonstra que o caminho está bem traçado e, mesmo com as dificuldades financeiras que assolam o Estado, aos poucos todos os detalhes estarão concluídos e será o único hotel temático da região.


 
As suítes ganharam móveis novos, muita madeira como é típico das residências da Campanha Gaúcha, além de cores. O café simples, mas delicioso.


 
 
Suíte Vinícola Peruzzo, onde Gardens ficou hospedada.
 

 

Suíte Azeites Batalha, minha casa por dois dias.

 


Suítes Vinicola Dunamis, com dois quartos e as mais simpáticas, com uma linda vista da cidade, onde a Rô curtiu suas noites, em Bagé.


 

Conforto e um atendimento simpático, com equipe em treinamento. Café e chimarrão, ao lado do elevador, com água quente sempre disponível para quem chega ou saí. 



Dois pernoites depois quiseram saber nossas impressões sobre o trabalho que estava sendo desenvolvido, pois querem agregar informações, melhorar e melhor receber. Gostei.


Na última noite, um brinde entre amigos (e com docinhos de Pelotas).


 

Informações – Hotel Fenícia:
Endereço: Rua Juvêncio Lemos, 45 – Centro
Telefone: (53) 3242 8222
Website:
http://feniciahotel.com.br/



O que e onde comer ?
 
Como se pode imaginar, as carnes são o centro da culinária rio-grandense e Bagé mantém as tradições gaudérias. Bovinos de origem europeia, com sua carne marmorizada, criados a pasto no Pampa Gaúcho. Novilhos jovens que proporcionam assados macios e suculentos. Ovinos laneiros, que dão origem a melhor carne de ovelha existente - quem já comeu carne de ovelha frita (cozida na própria gordura) ?
 
Bom, dessa feita conheci o Galeto e  Churrascaria Mário. Fartura típica, muitas carnes em seus mais variados cortes e um buffet de saladas, legumes e pratos quentes. Não é turístico, é voltado para trabalhadores e moradores. Fotos? Não ficaram legais.
 
Nas vezes anteriores sempre dividi as refeições entre o Kitchen (sempre encontro carne de ovelha, deliciosa, no buffet de almoço), pizzas deliciosas da Bittencourt ou da La Piedra, além do melhor espeto corrido da região, um dos poucos que ainda servem rim ovino assado, a Betemps. Para noites frias, que pedem um caldinho, ou naquelas em que o desejo é apenas de um lanche leve a Padoca supre nossas necessidades com seu Xis delicioso ou suas tábuas de carnes e pães.
 
Não há o menor risco de não encontrares algo delicioso e um lugar agradável que seja na sua medida. Se calorias não forem problema, sempre haverá nos menus maravilhosas opções de doces portugueses, compotas e doces de tacho - doce-de-leite empelotadinho (tipo ambrosia, mas mais escuro e muito mais doce), mu-mu (o doce-de-leite em pasta), marmeladas, pessegadas, figadas e tantos outros.
 

Informações:

Galeto e Churrascaria Mário
Endereço: Rua Hipólito Ribeiro, 31
Telefone: (53) 3242 5064


Betemps
Endereço: Avenida Santa Tecla, 1.626
Telefone: (53) 3242 3459


Restaurante Kitchen
Endereço: Sete de Setembro, 612
Telefone: (53) 3242 1853


 
City Tour
 
Oferecido pela Tchê Fronteira, que nos levou para andar pelas ruas da cidade, fotografar o centro histórico, a Catedral, além de possibilitar a entrada no lindo Palacete Pedro Osório.


 

Bagé conta com antigas residências, de ricos estancieiros, que se encontram muito bem conservadas. A grande maioria ainda habitada por famílias abastadas. Prédios cheios de detalhes, como as famosas portas e lindas janelas com vidros em cristal jateado.


 

Algumas casas centenárias, simples e típicas da região.


Já o Palacete é utilizado por uma repartição pública, que o conserva como dá. Se vê um esforço em manter características e adornos, mas há muita infiltração.



 
Ele é lindo, acolhedor e conta com uma área verde, jardins que até alguns anos permaneciam abertos como um parque para ser utilizado pela população.

 
Não pude subir, mas o pessoal se divertiu bastante e fez lindas imagens na cobertura.

 
Fiquei com os pés firmes no chão, enquanto apontava minha lente para cá e para lá.



 
A Catedral nos recebeu silenciosa, mas cheia de cores.




 

Dali direto para a Cidade de Santa Fé, a cidade cenográfica das filmagens de O Tempo e o Vento, obra de Érico Verissimo.


 
Depois de tantas histórias, de tantas imagens de batalhas que criamos em nossas mentes criativas enquanto a história se mostrava nas ruas e casarões da cidade, foi como entrar num livro de história e virar personagem.


 
Certeza que Santa Fé nos recebeu após uma grande batalha, onde parecia que tropas ainda espreitavam aqueles que tentavam, no interior das residências, não sucumbirem ao cerco. A obra de Érico é uma epopeia, que na trilogia tenta mapear a formação do povo gaúcho desde a divisão das terras entre portugueses e castelhanos, até os primeiros anos do século passado. Duzentos anos de histórias, entremeando ficção e fatos históricos, passando pela Revolução Farroupilha e pela Revolução Federalista. Pois bem, estava ali, percorrendo os caminhos lamacentos das histórias da meninice, da trilogia que me encheu de imagens e sonhos nas noites frias de um inverno da década de 80. Pude ouvir as palavras sensatas de Anna, os passos firmes de Pedro, as gargalhadas do Capitão Rodrigo e os suspiros de Bibiana.

 
O Minuano não nos poupou, fez música ao dobrar quinas e esquinas, como sempre o fez ao percorrer as folhas do Tempo e o Vento.

 
Já estaria feliz se o passeio tivesse encerrado ali, naquele final de tarde nublado, mas o pessoal da Tchê corria contra o tempo.
 
Uma visita ao Centro Histórico de Vila Thereza. O esforço em preservar, uma vista linda, uma Capela Histórica e um auditório moderno e que abriga festivais, inclusive internacionais.



 
Preciso retornar, com calma, pois há muita história para ser redescoberta ali.


 
Na Capela, enquanto mirava para fotografar a linda escada, lá correram Gardens e Gleiber. Pronto, entraram na minha foto e eu toda irritadinha, claro. Olham e dizem, vamos fazer pose para você: e lá vai a Gardens em seu momento sem supervisão, fingir que acerta o Gleiber com o pé - foi por bem pouco, melhor deixar a menina sob supervisão.


 
Última parada no, para mim já conhecido e muito querido, Museu Dom Diogo, no antigo prédio da Beneficência Portuguesa.

 
Chegamos ao anoitecer, mas os funcionários foram simpáticos e retardaram o fechamento, para que pudéssemos visitar as salas. Nos acompanharam, foram explicando um pouco sobre a importância de cada estação.
 
A organização, bom gosto da disposição das peças e a pesquisa histórica envolvida são um exemplo para as demais cidades. É um lindo museu.
 
Na saída, muitas fotos, brincadeiras e gargalhadas.

 
Queríamos uma bela foto da bandeira do Rio Grande. Cinquenta tentativas depois, a bandeira molhada resolveu se abrir para nossas lentes. Obrigada, bandeirinha!


 
E a pose do Gleiber? O menino faz lindas imagens, mas é pura concentração.

 
 

Informações:

Agência Tchê Fronteira
Endereço: Rua Doutor Freitas, 36
Email: fronteiraturismo@bol.com.br
Telefone: (53) 3247 3256



A #RotaFarroupilha na Rádio Difusora
 
Para diversão de Roberta e Gardênia e para desacomodar a minha timidez e a do Gleiber, uma entrevista na Rádio Difusora. Tá, foi fácil, tranquilo e até divertido (não que precise repetir, é claro). Fica aí o registro.
 

imagem cedida pelo Andarilhos do Mundo

City Tour Arte Cemiterial
 
Na última manhã na cidade fomos conduzidas pelas queridas guias da Baye Turismo, que nos recepcionaram em nossa chegada na cidade, ofereceram o primeiro jantar e nos acompanharam em todos os momentos. Meu muito obrigada para a Kaká, Dorvalina, Iara e Anna Lenir.
 
O Cemitério Municipal de Bagé é reconhecido por seu belo acervo de arte cemiterial.
 
Uma ala comum e mais nova, florida.

 
Noutra, a mais antiga, marcos de tempos de riqueza. Túmulos em mármore e granito e esculturas em ferro e bronze, vindos da Itália e da França.





 
Muitas imagens, algumas imponentes.





O túmulo do General Netto, proclamador da República Rio-Grandense.


 
Conjuntos interessantes.


 
Uma festa para as lentes.
 


 


Informações:

Baye Turismo
Email: bayeturismoeviagens@gmail.com
Telefone: (53) 9957 1298

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Em Bagé tivemos a parceria do Hotel Fenícia, do galeto e Churrascaria Mário, da Tchê Fronteira e da Baye Turismo, que nada cobraram pelos serviços disponibilizados. Entretanto, as opiniões aqui expostas não sofreram quaisquer influências ou limitadores.

A viagem #RotaFarroupilha é um projeto do Territórios e do As Peripécias de uma Flor, em parceria com os blogs Café Viagem e Mochilinha Gaúcha, que contou com as participações especiais de Andarilhos do Mundo e da jornalista Criz Azevedo. O roteiro teve o apoio de empresas regionais como BC&M Advogados e Agropecuária Sallaberry, além do suporte do Sebrae Costa Doce e de algumas secretarias de turismo. A viagem usou como base o Caminho Farroupilha elaborado pelo Sebrae RS e oferecido, como pacote turístico, pela Tchê Fronteira Turismo, de Bagé/RS.



Índice das postagens da #RotaFarroupilha:

Pelotas: muitos passeios, delicias e doçuras.
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