(foto de divulgação - Casa de Pelotas)

A pequena capital dos gaúchos foi fundada por casais açorianos, que chegaram com as malas cheias de receitas, encontraram fartura de ovos e açúcar e os doces portugueses de cá, são muito mais doces do que os de lá, ora pois. Porém, haviam muitas águas para serem transpostas, ainda depois do oceano, e foi junto as doces águas das Lagoas que muitos se estabeleceram. Pelotas, no interior gaúcho, foi adotada por eles e ganhou fama por seus doces portugueses. 


E a fama ganhou o mundo, enquanto caixas e caixas de doces lotam vans refrigeradas, que correm estradas e aportam em pequenas e simpáticas docerias, como a Casa de Pelotas

No bairro boêmio de Porto Alegre, o Cidade Baixa, o pequeno espaço na Rua da República encanta pelas cores do ambiente e dos balcões refrigerados. 


Poucas mesas, algumas ganham as calçadas sob jacarandas, e um cardápio enxuto.


Há alguns salgados, para disfarçar a ansiedade de todos pelas doçuras da Costa Doce. Curto os bolinhos de bacalhau, que servem para entrar no clima. 


Para quem curte novidades, o kibe vegano costuma agradar, bastante. 


Mas é quando chegamos na hora da sobremesa que os olhos brilham e as papilas gustativas se exaltam. Com ovos, branquinhos por fora, cheios de nozes por dentro ou com um tantinho de chocolate. 


Ops, não dá para se distrair muito, não. Docinhos somem das prateleiras, como que por encanto! 


E os quindins? Um, por favor! 


Não costumo disfarçar a gula e já peço logo dois: um quindim e algum outro para lhe fazer companhia. 

Sou muito fã dos olhos de sogra estilizados, com damasco. Bom, se for com passas rola também, sem preconceito. 


Os doces pelotenses são tão maravilhosos e importantes, por aqui, que receberam até selo de procedência e qualidade. 

Queres saber um pouco mais e ver a visita que fiz na fábrica, em Pelotas? Clica aqui

Ah, como ser magra num mundo tão doce? Desisti! 


Informações

Fica na Rua da República, 421 - Cidade Baixa, Porto Alegre. 

Para saber do horário é só seguir a gurizada na fanpage e aproveitar as doçuras. 




Mesa, churrasqueira, fogo e muita carne. 


Gaúchos mantiveram a tradição de se unir em volta do fogo, nas rodas de chimarrão ou do churrasco. Momentos para desfrutar da companhia de familiares e amigos, contar causos, se divertir e bebericar. 


Cá pras bandas do sul, os costumes fronteiriços se mesclam, sem pudores. Assim, muitas vezes, substituímos nosso churrasco de fogo de chão por assados à moda argentina ou uruguaia. Do espeto corrido gaúcho para a parrilla. 


Ontem foi dia de aprender como preparar uma parrilla à moda argentina, como se deve. 

El Topador, um jovem gaúcho da fronteira, cheio de sonhos e conhecimentos encheu nossa noite de sabores e novas manobras , junto ao fogo. 


O Chefe Antônio Costaguta recebeu uma turma para um pequeno curso de Parrilla Argentina, na linda Casa dos Destemperados. 



Num dos bairros mais tradicionais de Porto Alegre, no Moinhos de Vento, os Destemperados abrem as portas para cursos, eventos e muita diversão. 





Ontem foi dia de nos espalharmos pelos jardins, enquanto curtíamos os ensinamentos de Antônio, degustávamos cortes maravilhosos e regávamos a conversa com muito vinho. 


Papo descontraído, cheio de ensinamentos, técnicas e dicas. 


Da escolha da grelha, passando pelo fogo, sal, escolha e preparo das carnes. Com sua linguagem simples do interior gaúcho, onde não há mistérios por detrás de cada dito, ele foi trocando informações e demonstrando as razões de suas técnicas resultarem em sabores especiais. 


Dividido em etapas e bem didático, proporcionava a degustação de cada corte, ao seu tempo. E foram muitos os cortes. 




Linguiça, para abrir os trabalhos e espalhar aromas pelo ar. Depois, os mais conhecidos cortes bovinos e um toque suíno, para variar. Para acompanhar? Pimentões assados e seus segredos, para encher a mesa de cores. 


E harmonizados... 



A mesa se encheu com meus cortes prediletos. 






Descobrimos o que rolaria ao final da tarde, nem deu tempo de chamar os amigos. O interessante é acompanhar a agenda da Casa, pois as inscrições e pagamento do ingresso podem ser feitos diretamente no site. Os preços variam de acordo com cada evento - no caso, como se tratava de um curso, com degustação e bebidas incluídas (água, drinks, refrigerantes e vinhos), o custo foi de R$ 120,00 por pessoa. 

O El Topador tem agenda própria de eventos, pois viaja espalhando seus sabores, pelo país. Com dez anos de experiência, Antônio possui diploma da Escuela Argentina de Parrilleiros, de Buenos Aires. 


|Informações:

Casa dos Destemperados 
Rua Marquês do Herval, nº 82 - Moinhos de Vento - POA
Fone: 51.39073906
Confira a agenda de eventos, no site.

El Topador - Almas del Fuego
Confira agenda e entre em contato, pelo site.







O complexo natural da Chapada dos Veadeiros é um dos mais encantadores do Brasil, abrangendo vasta área de cerrado e muitas cachoeiras, no Estado de Goiás. No centro de tal complexo está o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, das maiores áreas de preservação permanente do país e declarado Patrimônio Natural Mundial, pela Unesco. Une-se ao turismo natural e de aventuras, o holístico e ufológico, tornando a região no entorno da cidade de Alto Paraíso de Goiás uma das mais procuradas por viajantes do mundo inteiro.

Fora do Parque, muitas propriedades particulares oferecem estrutura para que visitantes possam se deliciar em suas cachoeiras.



Campos do cerrado, trilhas e cachoeiras, será que são para todos?

Muitas vezes essa pergunta me aguçou. Sim, muitas delas são, basta escolher. Há opções para todas as idades e pernas, garanto. Idosos, crianças pequenas e pessoas com mobilidade reduzida podem aproveitar muito do que há por lá.

Testei algumas possibilidades e selecionei três, as que melhor me adaptei. Em todas há pequenas trilhas a serem vencidas para chegar as cachoeiras, mas são curtas. Para essas não é necessária a contratação de guias, basta cair na estrada.





Indico, em ordem crescente de encantamento.

Cachoeira dos Cristais

Apenas 8Km a separam de Alto Paraíso, sendo 5Km percorridos em asfalto - sentido Cavalcante, e mais 3Km de estrada de terra (bastante arenosa). O trajeto pode ser feito de bike ou carro. Há sinalização indicativa. Não são necessários carros tracionados, mas os mais rebaixados podem sofrer um pouquinho.


De todas as que visitamos é a que conta com a melhor infraestrutura, com pequeno restaurante, lanchonete, banheiros, área de camping, parquinho para crianças, redário e outras atividades esportivas, como slackline.





Numa trilha de 500 metros são 7 poços ou piscinas naturais, sendo a última a grande atração, a Véu de Noiva. A trilha pode ser considerada fácil em seu trajeto inicial e moderada, da metade até o final.




O trajeto entre os poços é feito por pequena trilha de terra e pedras, com alguns desníveis e degraus, que se acentuam a partir da metade do trajeto. Dá para ir testando e parar quando considerar que suas condições não autorizam o esforço, especialmente de retorno, aproveitando os pequenos poços em meio a vegetação. Sempre é bom lembrar: tudo o que desce, sobe.



Optei por não descer até a Véu de Noiva e parar no meio do trajeto, aproveitando para curtir um simpático poço de água límpida e corrente, sobre lajeados de pedras. Pude aproveitá-lo só, acompanhada apenas dos sons das águas.


Para quem possui restrições mais severas ou está com criança bem pequena e não quer empreender a descida, há uma piscina natural bem no inicio da trilha e ao lado da área de apoio, o Poço da Vovó.

  


Ainda dentro da propriedade, é possível se aventurar na Trilha Água Fria. Com 3,5Km (ida e volta), proporciona um contato intenso com o cerrado, sua vegetação típica, árvores retorcidas e com o prazer de desbravar um tanto do que a natureza oferece aos caminhantes. Ao final do percurso, quase como um presente, dá para se refrescar na cachoeira Água Fria. Não fizemos a trilha, pois chegamos no período da tarde e optamos por curtir os pocinhos da Trilha dos Cristais.


Antes de irmos embora, aproveitamos para sentar e conversar, observando a vista linda do lugar.



Informações:

Localização:
* GO - 188, Km 172 - Alto Paraíso de Goiás, sentido Cavalcante.
Preço:
* R$ 20,00, por pessoa - 09/2017.
* R$ 30,00, a diária na área de camping, com direito as cachoeiras e trilha.


Pousada Fazenda São Bento

Partindo de Alto Paraíso, em direção a São Jorge, são 9Km de asfalto.

Na propriedade de 3.000 hectares oferecem serviço de hospedagem e espaço para eventos, esportes de aventura e três cachoeiras para banho.



Os visitantes não-hospedes podem optar por apenas visitar a Cachoeira de São Bento, ao custo de R$ 10,00 por pessoa, ou entrar na propriedade e fazer as trilhas para as cachoeiras Almecegas I e II. Para aqueles que optam por circular no interior do complexo e chegar nas trilhas I e II, o custo total é de R$ 30,00, por pessoa - valores de 09/2017.

Nesses valores não estão incluídas as contratações para passeios a cavalo ou de charrete, rapel, tirolesas voo do Gavião ou voo da Coruja e trilhas de bike. Esses são feitos mediante agendamento. Consulte o tarifário.


Cachoeira Almecegas I

Essa foi minha escolha, por ser uma trilha considerada fácil.

Após passar a cancela de entrada, há uma estrada de terra interna que leva até bem próximo das cachoeiras. Antes de chegar ao destino há uma bifurcação, com indicação de direções para Almecegas I - trilha fácil, e Almecegas II - trilha moderada. Escolhida a cachoeira, se dirige mais um pequeno trecho e se chega ao estacionamento.

O percurso de menos de 1 Km, a partir do estacionamento, não apresenta dificuldade e há, no meio do caminho, um mirante natural. Paradinha para fotos e para tomar fôlego, antes de seguir viagem.


Quando chegamos havia uma piscina natural, antes da queda d'água, que é de aproximadamente 45 metros. Uns, como eu, optam por ficar junto a piscininha.




Outros, descem por escada de pedra natural e aproveitam o poço mais amplo e fundo.


Os mais ousados se jogam das partes altas em direção a grande piscina.



A cachoeira é muito bonita, as águas são frias na medida e há muitos peixes. O lugar é encantador.





Cachoeira São Bento

Como estava incluída no pacote, resolvemos conhecer. Fica na área próxima da recepção, junto a rodovia e é aconselhável deixar para o final.  







Após uma pequena caminhada se chega ao primeiro braço de rio, com deck e escada para facilitar o banho. É uma piscina, de água menos corrente, com profundidade que varia de leve a moderada.



Seguindo na estradinha de terra, mais um pouco, chegamos a cachoeira, com pedras e espaço para relaxar. Ali percebi as razões do ticket de entrada ser mais barato: muitos adolescentes e crianças acessam a área de banho sem passar pela recepção, atravessando área de vegetação junto a rodovia e multiplicando o número de visitantes. É mais muvucada, muitos grupos com aparelhos de som tocando músicas em alto volume, consumo de bebidas alcóolicas e competições de saltos arriscados.




Percebi que um casal passou por mim e seguiu por entre a vegetação. Observei a existência de uma trilha discreta, acompanhando a margem do rio e fui explorar. Há um trecho com pontilhão de madeira, que dá acesso a um deck e, dali, é possível entrar nas águas. O recanto havia sido escolhido por famílias, com crianças nuas e mulheres fazendo topless, razões que me fizeram não fotografar. Sem dúvida, o melhor recanto da Cachoeira de São Bento.


Fomos num domingo a tarde, é provável que durante a semana haja menos visitantes e seja possível aproveitá-la com mais tranquilidade.


Informações:

Localização:
* GO - 239, Km 8 - Alto Paraíso de Goiás, sentido São Jorge.
Site:
* horários, agendamentos e outros.



Cachoeira Loquinhas: meu paraíso, em Alto Paraíso.

Ela apresenta muitos diferenciais, além da sua beleza natural e suas águas verdes-esmeralda.



Está praticamente dentro da cidade de Alto Paraíso de Goiás, a apenas 4Km do centrinho.

Embora não tenha um receptivo similar ao da Cachoeira dos Cristais, os investimentos se deram em acessibilidade. Foi a única propriedade em que percebi uma preocupação maior com acessibilidade, com a eliminação de riscos e com manutenção da estrutura. O poço do Saci estava fechado, na Trilha Violetas, para manutenção - fomos espiar e um funcionário consertava os degraus do acesso




Na recepção são anotados dados pessoais e de contato dos visitantes, para o caso de emergências. São recebidas informações acerca das trilhas e dos poços com água e próprios para banho, já que fomos na época de seca - em nossa estada, dois estavam secos na trilha principal. Também há um mapa, para o visitante se situar.





As trilhas são autoguiadas, com sinalização perfeita.




O trajeto é feito sobre pontilhões de madeira, suspensos, eliminando os desníveis. Só não há acessibilidade plena, para cadeirantes, pois há trechos de aclive e com degraus.




Foi recomendado que seguíssemos até o mirante, para só no retorno fazermos a opção por poços para banho. Assim fizemos. Fomos observando os poços ao longo do caminho, algumas entradas com duas opções, até chegarmos ao mirante. Os poços que ficam acima do mirante estavam secos - Poço do Pajé e Cachoeira Loquinhas, não havendo razões para seguirmos.

No retorno fiz a escolha pelo Poço da Vovó, embora meu encantamento tenha sido pelo Poço Xamã, que já estava lotado. 






Ao sair da trilha principal há escadas, com cordas de segurança, que dão acesso ao deck junto a área de banho. Os poços ficam em meio a uma vegetação densa, com aberturas para o sol.






Uma pequena queda d'água, uma piscina natural com profundidade variável, deck e escadas para sentar e deixar o tempo passar.




Permanecemos ali por horas, pois a água estava agradável, numa temperatura aconchegante e o clima do entorno propiciava uma paz excepcional. Curtimos o movimento do sol, até ele ficar a pino, ao meio dia.


Em alguns momentos ganhamos companhia. Famílias, casais e casais com crianças, que logo partiam para desbravar outros poços ou outras atrações. Nós, sem pressa, seguimos por ali, ganhando tempo, vida e fôlego.



Houve momentos ainda mais especiais, quando a companhia foi de pequenas famílias de animais.


Ao fazermos o caminho de volta, aproveitamos para explorar outras trilhas e recantos. É uma delicia de lugar.





Informações:

Localização:
* Acesse a rua principal, de Alto Paraíso. Vire a esquerda ao final da rua, passe pelo entorno da Praça do Bambu, vire a direita e, depois, a esquerda. Haverá uma estrada de terra e é por ela que seguirás, até a entrada da Fazenda Loquinhas. O trajeto é de 4Km, que pode ser feito de carro ou bike.

Preço:
* R$ 20,00, por pessoa - 09/2017.










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