O Rio Grande do Sul sempre esteve de braços abertos para imigrantes, de todos os cantos do mundo.

Porto Alegre foi porto de passagem para muitos, antes de ganharem as estradas para alcançarem novas paragens pelo interior. Para outros, foi destino. Judeus, portugueses, italianos, alemães, japoneses, espanhóis, suíços e tantos outros.

Nos acostumamos com as entidades fundadas por esses imigrantes, no intuito de auxiliarem aqueles que chegavam e para manterem hábitos trazidos das origens. Sociedades e Clubes proliferaram pela capital, proporcionando para os moradores espaços maravilhosos de convivência esportiva e social. Em regra, essas entidades organizadas contavam com restaurantes, abertos ao público em geral. A Sociedade Filantrópica Suíça esteve estabelecida no bairro Moinhos de Vento, por muitos anos.


Hoje, no espaço e com um tanto de seu charme, encontramos um restaurante com ambiente muito agradável, espaçoso, em salões iluminados e com uma pequena área externa com mesas para serem aproveitadas em dias frescos, cardápio simples e acessível: o Ricalldone.

 foto de divulgação - Ricalldone


foto de divulgação - Ricalldone

O sistema é bem interessante. Oferece PFs deliciosos e, aos finais-de-semana, sempre há uma ou duas sugestões especiais.

Cardápio bastante enxuto, que o comensal é convidado a percorrer e ir escolhendo entre uma coisa e outra, até fechar o pedido. Entrada e prato principal, depois sobremesa e cafezinho para os mais gulosos.


A primeira escolha: caldinho ou salada?

Fico sempre com a  saladinha, cheia de cores e muito fresca. Escondida por entre folhas coloridas, uma pequena porção de uma salada de batata com maionese espetacular e já famosa por seu sabor.


Depois, o prato principal: carnes, frangos ou peixes, em três ou quatro versões.

Os acompanhamentos: arroz, feijão e a última escolha - batatas fritas ou legumes salteados?

Meu roteiro predileto: salada verde, entrecot mal passado e legumes.


Amigos elogiam muito o filé com champignons e o filé a parmegiana.



Concluída a etapa principal, que tal uma sobremesa? Sou da turma do pavê ou sorvete de creme com calda quente de chocolate.





Para quem ama, um expressinho antes de pedir a conta.

E a conta? Doce e suave.

Os preços são convidativos e, mesmo com sobremesa, um refrigerante e os 10% de taxa de serviço, não costuma ultrapassar R$ 45,00 por pessoa.

Meu caminho - para chegar é só subir a rua Dr. Vale (aquela do Jardim do DMAE), entrar na Santo Inácio e deixar o carro onde a rua faz uma curva, se encaminhar em direção a Escadaria do Morro Ricaldone, caminhar alguns metros circulando o edifício, curtir o entorno verde e subir as escadinhas. Até o endereço é um charme!





Informações:

Rua Joaquim Caetano da Silva, nº 55 - Morro Ricaldone
(na antiga Sociedade Suíça)
Moinhos de Vento - POA.  









(foto de divulgação - Casa de Pelotas)

A pequena capital dos gaúchos foi fundada por casais açorianos, que chegaram com as malas cheias de receitas, encontraram fartura de ovos e açúcar e os doces portugueses de cá, são muito mais doces do que os de lá, ora pois. Porém, haviam muitas águas para serem transpostas, ainda depois do oceano, e foi junto as doces águas das Lagoas que muitos se estabeleceram. Pelotas, no interior gaúcho, foi adotada por eles e ganhou fama por seus doces portugueses. 


E a fama ganhou o mundo, enquanto caixas e caixas de doces lotam vans refrigeradas, que correm estradas e aportam em pequenas e simpáticas docerias, como a Casa de Pelotas

No bairro boêmio de Porto Alegre, o Cidade Baixa, o pequeno espaço na Rua da República encanta pelas cores do ambiente e dos balcões refrigerados. 


Poucas mesas, algumas ganham as calçadas sob jacarandas, e um cardápio enxuto.


Há alguns salgados, para disfarçar a ansiedade de todos pelas doçuras da Costa Doce. Curto os bolinhos de bacalhau, que servem para entrar no clima. 


Para quem curte novidades, o kibe vegano costuma agradar, bastante. 


Mas é quando chegamos na hora da sobremesa que os olhos brilham e as papilas gustativas se exaltam. Com ovos, branquinhos por fora, cheios de nozes por dentro ou com um tantinho de chocolate. 


Ops, não dá para se distrair muito, não. Docinhos somem das prateleiras, como que por encanto! 


E os quindins? Um, por favor! 


Não costumo disfarçar a gula e já peço logo dois: um quindim e algum outro para lhe fazer companhia. 

Sou muito fã dos olhos de sogra estilizados, com damasco. Bom, se for com passas rola também, sem preconceito. 


Os doces pelotenses são tão maravilhosos e importantes, por aqui, que receberam até selo de procedência e qualidade. 

Queres saber um pouco mais e ver a visita que fiz na fábrica, em Pelotas? Clica aqui

Ah, como ser magra num mundo tão doce? Desisti! 


Informações

Fica na Rua da República, 421 - Cidade Baixa, Porto Alegre. 

Para saber do horário é só seguir a gurizada na fanpage e aproveitar as doçuras. 




Mesa, churrasqueira, fogo e muita carne. 


Gaúchos mantiveram a tradição de se unir em volta do fogo, nas rodas de chimarrão ou do churrasco. Momentos para desfrutar da companhia de familiares e amigos, contar causos, se divertir e bebericar. 


Cá pras bandas do sul, os costumes fronteiriços se mesclam, sem pudores. Assim, muitas vezes, substituímos nosso churrasco de fogo de chão por assados à moda argentina ou uruguaia. Do espeto corrido gaúcho para a parrilla. 


Ontem foi dia de aprender como preparar uma parrilla à moda argentina, como se deve. 

El Topador, um jovem gaúcho da fronteira, cheio de sonhos e conhecimentos encheu nossa noite de sabores e novas manobras , junto ao fogo. 


O Chefe Antônio Costaguta recebeu uma turma para um pequeno curso de Parrilla Argentina, na linda Casa dos Destemperados. 



Num dos bairros mais tradicionais de Porto Alegre, no Moinhos de Vento, os Destemperados abrem as portas para cursos, eventos e muita diversão. 





Ontem foi dia de nos espalharmos pelos jardins, enquanto curtíamos os ensinamentos de Antônio, degustávamos cortes maravilhosos e regávamos a conversa com muito vinho. 


Papo descontraído, cheio de ensinamentos, técnicas e dicas. 


Da escolha da grelha, passando pelo fogo, sal, escolha e preparo das carnes. Com sua linguagem simples do interior gaúcho, onde não há mistérios por detrás de cada dito, ele foi trocando informações e demonstrando as razões de suas técnicas resultarem em sabores especiais. 


Dividido em etapas e bem didático, proporcionava a degustação de cada corte, ao seu tempo. E foram muitos os cortes. 




Linguiça, para abrir os trabalhos e espalhar aromas pelo ar. Depois, os mais conhecidos cortes bovinos e um toque suíno, para variar. Para acompanhar? Pimentões assados e seus segredos, para encher a mesa de cores. 


E harmonizados... 



A mesa se encheu com meus cortes prediletos. 






Descobrimos o que rolaria ao final da tarde, nem deu tempo de chamar os amigos. O interessante é acompanhar a agenda da Casa, pois as inscrições e pagamento do ingresso podem ser feitos diretamente no site. Os preços variam de acordo com cada evento - no caso, como se tratava de um curso, com degustação e bebidas incluídas (água, drinks, refrigerantes e vinhos), o custo foi de R$ 120,00 por pessoa. 

O El Topador tem agenda própria de eventos, pois viaja espalhando seus sabores, pelo país. Com dez anos de experiência, Antônio possui diploma da Escuela Argentina de Parrilleiros, de Buenos Aires. 


|Informações:

Casa dos Destemperados 
Rua Marquês do Herval, nº 82 - Moinhos de Vento - POA
Fone: 51.39073906
Confira a agenda de eventos, no site.

El Topador - Almas del Fuego
Confira agenda e entre em contato, pelo site.







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