É uma pena que gostar das boas coisas da vida, em muitos aspectos, engorda. Ah, sou uma expert no assunto, informo aos desavisados. Pensando aqui com meus poucos botões no que mais gostei na minha última visita a Belo Horizonte, não consigo abstrair uma bolinha recheada de surpresas, não consigo. 



Estive em Belo Horizonte no último final de semana para o #EncontroBH2016 de blogueiros de viagem e simpatizantes, organizado por uma turma mega legal e corajosa. Corajosa? Arrastar uma turma de aproximadamente cinquenta pessoas pelas ruas e bares da cidade num sábado, por 12 horas consecutivas, é para os fortes. Foi um dia de #blogtecando, pulando de bar em bar, de mesa em mesa, um dia de muita diversão. 



E a bolinha, onde entra nisso tudo? Pois é, nas minhas curvas e no ponteiro da balança, é claro. 



Iniciamos a manhã de sábado na Pão de Queijaria, do Savassi. 



Pertinho do hotel em que estava hospedada, fui caminhando e lá chegando já encontrei uma turminha pronta para o dia de comer, beber, cair e levantar! Uma festa, entre amigos. A primeira mesinha já estava pronta, só esperando aqueles que iam caindo das camas depois de uma noitada super animada (essa mesinha parece tão gaúcha, para gremistas e colorados, não?). 



O lugar é um charme, super agradável. 



Primeiro, algumas explicações sobre a casa, seu funcionamento e os ingredientes utilizados. 



Olhei o cardápio, troquei informações com os mais experientes e fui delicada: pedi apenas um pão de queijo recheado com hambúrguer misto de carne bovina, suína e salaminho italiano, acompanhado de queijo Minas - dizem que a polenta que acompanha é deliciosa, mas não cabia em meu desjejum.  



Uma delicia, absoluta. 



Como não tenho o hábito de tomar café da manhã, estava satisfeita. Mas, entretanto, todavia espiei o prato da vizinha e vi um lindo pão de queijo recheado com doce de leite (mu-mu no gauchês) e não resisti. 



Uma conclusão: os pães de queijo originais, mineiros, são deliciosos (os vendidos pelas bandas do Sul possuem um cheiro forte e perdem em sabor). Será que é por conta daqueles queijos ali, expostos na área superior?



A Pão de Queijaria recebeu a turma gigante de bagunceiros com carinho e alegria. É um lugar agradável, cheio de delicias e com um atendimento mais que gentil. Teria entrado para minha lista de lugares para revisitar em BH? Certeza! 





#EncontroBH2016 aconteceu entre os dias 17 e 19 de junho de 2016. Foi organizado por Renata Campos do blog RêVivendo Viagens com participação de Camila Navarro (Viaggiando) e Helder Ribeiro e Lillian Brandão (Nerds Viajantes). Contou também com a parceria dos estabelecimentos Cervejaria BackerA Pão de QueijariaBar do Antônio Pé de CanaAlmanaque ChoperiaMuu Espetos222 BarRestaurante Maria das Tranças e Alessa Gelato. Além do apoio da Belotur e patrocínio da RentCars.


A visita feita na Pão de Queijaria integrava a agenda do Encontro, nos receberam com uma mesa gigante previamente reservada, mas pagamos os valores normais exigidos pela casa e que são condizentes com o que é oferecido, mas nos foi oferecido um café coado dos Deuses. As opiniões aqui expostas independem da parceria feita entre os organizadores e a direção do estabelecimento. 




Sou uma criatura cheia de manias e costumo vincular lugares e histórias, pessoas e lugares e assim vou juntando tudo no grande livro da minha vida, cheio de capítulos, recheados de histórias tristes e felizes, de sorrisos e lágrimas e de muitas emoções. 



Inhotim entrou de forma vigorosa na minha vida, ganhou um capitulo cheio de emoções e, passados pouco mais de três anos, me encheu de lindas cores e sons, novamente. 



O complexo cultural em Brumadinho entrou não apenas para minha história pessoal, mas também para a história do Mochi, pois foi lá que pela primeira vez encontrei outros blogueiros e amigos feitos nas redes sociais, durante o #EncontroBH, como contei aqui e aqui. Muitas águas rolaram por debaixo das pontes da vida e no último final de semana me vi novamente naqueles caminhos, com uma emoção muito particular e que resultou numa visita muito gostosa. Aproveitei, inclusive, para renovar a foto de perfil das redes sociais. 



Nessa oportunidade, embora estivesse em Minas Gerais para o #EncontroBH2016 de blogueiros de viagem e simpatizantes, o parque não estava na programação. Então, aproveitando as horas que antecediam ao mesmo, ganhei as estradas e fui reencontrá-lo. 

No caminho, uma paradinha para um café da manhã na Fazendinha - café da manhã e comprinhas para recordar Minas Gerais depois de já estar em casa, claro. E quem resiste? 





Escolhi não revisitar as galerias de arte, pois tinha poucas horas e desejava apenas passear, curtir os lindos recantos arborizados e brincar de fotografar as pocinhas (esplêndidos espelhos d'água). 



Como o desejo era de caminhar, sem pressa, abri mão de pagar pelo carrinho elétrico que havia utilizado na vez anterior. O parque é amplo, dividido em setores, bem claros no mapa que é fornecido. Se o desejo é de visitar todas as galerias e setores do parque, recomendo o pagamento extra para a utilização dos carrinhos. 




O tempo foi suficiente para momentos de recolhimento, de meditação, de muito papo e de muitas risadas. 



Andei por aqueles caminhos deixando que ele me abraçasse, envolvesse e me permiti curtir o calor e as cores, sem freios. Em alguns momentos haviam duas de mim, em muitos sentidos. 



O Inhotim é pura poesia. 



Visitar um lugar tão cheio de belezas, construído pela interferência humana, faz nascer uma esperança de que nem tudo está perdido nesse mundo louco no qual vivemos. 

Sentar, olhar, ouvir e deixar o tempo transcorrer sem amarras, sem freios ou ponteiros. Assim foi a forma que escolhi viver o Inhotim dessa vez e foi delicioso. 



Não tive pressa em esgotá-lo, pois o considero inesgotável. 

Por lá o filtro são o sol e as frestas, que mudam de acordo com o horário, iluminam pontos diversos e vão dando os contrastes. Você passa e está de um jeito, quando retorna tudo mudou e parece um lugar novo. 




Muitos me perguntam se precisam de dois dias para fazer a visita, completinha. Não acho necessário. Digo que se chegar cedinho e aproveitar o dia integralmente, dá para visitar todas as galerias, caminhar, almoçar e sentar nos lindos bancos para bater um papo. 



Para mim, com esse meu jeito louco de deixar que os lugares se mostrem, considero que seja um lugar para ser visitado muitas e muitas vezes, mas não em dias consecutivos. Em cada etapa da vida ele se mostrará de uma forma diferente, de acordo com nosso espirito no momento. 



Interajo com os lugares como o faço com as pessoas e com os amigos. De alguns pego birra, para outros torço o nariz e com bem poucos, como é o caso desse Jardim Botânico único, me entrego à paixão. 



Não consigo precisar do que mais gosto: do jardim, das águas, dos bancos... 




Ah, e que bancos! 






Minha paixão está no conjunto, naquilo que se mostra e que me permito sentir. Deixo que me invada, com seus sons, seus cheiros e suas cores. 




É tão lúdico. Lá me permito brincar de fotografar: o amplo, um canto, um animal, o pé ou uma folha. 






Numa tarde quente de outono, depois de sairmos dos dois ou quatro graus de Porto Alegre, deitei na grama verde na beira do lago e deixei que o sol pintasse o rosto e que os "micuins" fizessem as costas coçar. 



Almoçamos já no meio da tarde, lá mesmo, observando a natureza e ouvindo o canto dos pássaros. Há dois restaurantes, o Tamboril e o Oiticica. Como não estávamos com fome pulamos o buffet livre do Tamboril e optamos por um prato feito do Oiticica, que estava gostosinho, nada especial.  



Enquanto passeamos vamos encontrando intervenções, galerias, esculturas, obras da natureza e outros. 





Um jardim suspenso. 



A minha preferida, dessa feita, foi a do Tunga. Dele e da natureza, em harmonia. 




Há muitos curiosos por lá, não?



Deixei a ponte vazia, me despedi alegre, com um até logo e uma promessa de retornar muitas vezes, ainda. 



Na saidinha, antes de passar na loja para ver as mil e umas bugigangas lindas que vendem por lá, fui surpreendida por esse lindo aí da foto, faminto e nada tímido - só faltou pedir que o fotografasse, o exibido!  



Informações:

* saímos do aero de Confins diretamente para Brumadinho, utilizando o GPS, com uma parada para um cafezinho na Fazendinha: são aproximadamente 100Km de uma estrada nem sempre em boas condições e com trechos repletos de lombadas;

* retornamos para Belo Horizonte, que dista 60Km do Inhotim, com trânsito lento. Tem que calcular bem os horários, com folga, se tiveres voo ou outro compromisso com horário rígido;

* o estacionamento é amplo, para carros, vans e ônibus e fica dentro do complexo;

* horários, ingressos e descontos, verifique diretamente no site









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