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De tempos em tempos uma parada, para aceitar o que não podemos mudar, para ganhar fôlego para o que ainda queremos fazer, para recalcular a rota. 


Eu vi um menino correndo,
eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho
daquele menino


O tempo que passa, que abraça, também trepida, joga as certezas para o alto e reembaralha o que queremos para a vida. 

Nessas últimas semanas parei para ouvir o barulho do vento, das águas e para deixar aflorar os sentidos, que quero dar aos caminhos. 



Para meditar e sentir o calor do sol, enquanto não reencontro o mar. 


A vida chamou: psiu, lembras que o que vale é a caminhada, que não há ponto de chegada? 

É, é preciso caminhar. 

Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada
e eu nunca passei



Meu olhar passou por tudo, em segundos. A cabeça girou, o coração exigiu atenção e o corpo pediu um refresco. Mergulhei em águas límpidas, senti o frio daquelas que correm livres e encontram as brechas entre tantas pedras, para seguir sem fim. 


O olhar correu e encontrou belezas, cores e sentidos, naquilo que é simples, essencial. 

Eu vi uma mulher preparando outra pessoa
O tempo parou para eu olhar para
aquela barriga




Deixei o sol brilhar, apontar caminhos. Lembrei dos sorrisos que tenho economizado, dos papos sem hora para acabar dos quais tenho aberto mão, do valor de um abraço dado/recebido com amor, de um olhar mais demorado e das verdades que devem ser ditas, sem medo. 

A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada
que nunca passou



O que fiz e disse nas últimas semanas talvez tenham sido os melhores remédios que poderia utilizar, deixei o coração falar por si, livre, sem freio. Olhei para trás, para poder ver o futuro. 



Nunca há perda, pois o que é construído com amor volta, se reconstrói e permanece. 

Passei duas semanas cantando essa música, que teve papel importante na minha vida outrora, a plenos pulmões, para lembrar que dessa vida só levamos o melhor que doamos, o bem que fazemos e o amor que oferecemos e recebemos (e que esse amor só faz sentido quando o que vai, volta e retorna, em círculos).  

Por isso uma força me leva cantar
Por isso essa força estranha
Por isso que eu canto (vivo)
não posso parar
Por isso essa voz (força) tamanha

Desejo que a força que reencontrei, que os caminhos que tracei, me levem além e que, ao dividir, multiplique. 


[...]
Aquele que conhece o jogo, do fogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão.



______________________________ 

Por conta da música procurei amigas que são mães e pedi fotos, para ilustrar esse post, que estava no rascunho desde cedo. Tantas me socorreram com imagens lindíssimas, de momentos tão especiais, mas uma me surpreendeu. A Gabi aproveitou para contar que a família viajante cresceu e tudo o que pensava em escrever fez ainda mais sentido - felicidade resume meu sentimento em poder dividir com o casal esse momento. 

Só posso agradecer as amigas, a vida e ao Mochilinha, que trouxe essas mulheres especiais para minha vida. Que essas vidas que andam chegando, aportando num mundo tão confuso, o façam melhor. Por óbvio, não poderiam ficar de fora desse momento. Obrigada! 










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Música: Força Estranha, de Caetano Veloso. Linda em tantas vozes, mas única na voz de seu letrista, especialmente nas gravações ao vivo. Queres curtir, em outra dimensão? Coloca para tocar na eletrolinha e deixa o clima rolar, solto. 









Meu coração, sem direção,
voando só por voar.
Sem saber onde chegar,
sonhando em te encontrar*

Rodar e rodar pelas estradas que me trazem para casa, de todos os pontos para o único onde eu sou mais eu, completa. Essa sempre foi a sensação que tive ao chegar em minha cidade, desde a infância, quando retornava das viagens de carro ou ônibus e já ficava com os olhinhos estrelados junto da janela, cuidando as primeiras luzes despontarem no horizonte. A sensação inconfundível de sentir os aromas que não estavam no ar, mas só na minha saudade.

E as estrelas, que hoje eu descobri no seu olhar.
As estrelas vão me guiar. 


Com o tempo passei a ver as luzes mais do alto, por entre nuvens e pertinho das estrelas, quando a escuridão é vencida pelo brilho do amor. Como é lindo sobrevoar um mapa tão conhecido.


Se eu não te amasse tanto assim,
talvez perdesse os sonhos dentro de mim.
E vivesse na escuridão. 


Minha cidade? Poderia ser Paris, Roma, Londres, mas é Porto Alegre, a pequena capital dos gaúchos. Aquela que mora junto as doces águas de um lago, que suavemente nos embala, imenso e cheio de braços, chamado Guaíba.




Tão pequena, quase esquecida aqui pras bandas do Uruguai, paradinha de quem passa para visitar a Serra Gaúcha ou o litoral catarinense. O emaranhado de viadutos e pontes que levam os turistas para longe dela, para além fronteiras e que não permite que se apaixonem por suas ruas estreitas, seus casarões portugueses e seus tantos e verdes parques. 




Se eu não te amasse tanto assim,
talvez não visse flores,
por onde eu vi,
dentro do meu coração.




Andar por suas ruas, garimpar atividades culturais, passear no parque e terminar o dia entre flores e amores. Há que se procurar cores nos altos e baixos, sentidos para os dias de concreto e suavidade nos meios mais simples de ir e vir.





É preciso ver além, de dentro para fora.





Uma vida simples, mas sem brevidades. O desinteressante que encanta, o se precisar de muito pouco para ser feliz. A cidade que acolhe, mistura, dá voz e que se cala para ouvir os sons dos sabiás que invadem as madrugadas, com seus relógios desregulados, nos arrancando das camas. Bom, que nos acordem antes que ela se despeça, para que possamos, por mais uns minutos, nos encantar.


Porto Alegre é a cidade que permite, que oferece e que muitas vezes nega. Às vezes suja, descuidada, com áreas em ruínas, outras tão violentas. Mas ela é plural, como os sons daqueles que vagueiam por suas noites, que se embalam nos balanços das praças e deixam que os sons das correntes corram por entre os prédios como que vindos do além. 



Aquela que nos dá cores, que as subtraí, que se mostra e se encobre, como crianças que brincam de pique e esconde.



Hoje eu sei, eu te amei, 
no vento de um temporal.
Mas fui mais, muito além, 
do tempo do vendaval.




E nos dias tão frios do inverno a gente espia o cair do sol, com cores fortes e já torcendo para que ele vá mudando de ponto, dia após dia, até que se despeça junto as frestas do Iberê e anuncie a primavera. 






Os dias correm mais curtos, só para que ela, a primavera, chegue mais rápido. E ela vem, fazendo graça, cheia de cores e tons, puxada pela floração dos Ipês e Jacarandás que são os verdadeiros donos das ruas dessa querência. 



Nos desejos, 
num beijo.
Que eu jamais provei igual,
e as estrelas, dão um sinal.




Lugar de uma gente singular, com um sotaque único e que às vezes, só às vezes, sabe surpreender.



Mas que mais que tudo, ama ser surpreendido.



Enquanto nos deliciamos com o símbolo de nossa cidade, que inverno e verão troca de cores, mas não abandona o Guaíba seu amor, as estrelas que tomam conta do céu nos avisam que a lua, faceira, chega pelo leste para iluminar as noites como já fazia quando ainda éramos só uma freguesia da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. 





O olhar, sempre ele, permite que num suspiro poético deixemos que se encontrem, um partindo e o outro chegando, para matar as saudades num rápido enlace.



Se eu não te amasse tanto assim,
talvez não visse flores,
por onde eu vim,
dentro do meu coração. 




O encanto das paixões e dos amores não estão em suas curvas, que se perdem e se transformam com o tempo, que envelhecem, perdem um tanto do gracejo de outrora, mas nas sensações e prazeres que nos causam, marcam e que guardamos na memória e no coração, eternamente. Com as cidades como com as pessoas, o que importa é mantermos os braços sempre abertos para os abraços, para a compreensão e para a felicidade. 



_____

Esse texto foi escrito um pouco para ela, Porto Alegre, outro tanto para os amores que com ela me fazem melhor, mais leve e menos breve.

E como colorir, na medida, esse poema? Com a ajuda de um amigo que as redes sociais trouxeram para minha vida e que com suas lentes me mostra, diariamente, os ângulos mais lindos dessa cidade, que é nossa. Um grito de socorro e o Alex Fabiani forneceu muitas das imagens que traduziriam minhas letras. Um post despretensioso, para mim um poema construído a quatro mãos.

Conhecem o Alex? Recomendo que o sigam nas redes e que desfrutem de sua paixão pela fotografia:

instagram.com/alex130869

facebook.com/alexfabiani.santos

* A música que entremeia o texto é "Se eu não te amasse tanto assim", de Herbert Vianna. Composta para sua esposa Lucy é, para mim, sua obra prima. Coloque para tocar na eletrolinha e releia o texto, terá outro sabor e fortes aromas.

Publiquei trechos de meu Diário de Viagens no facebook, ainda durante nossa estada em Cuba. Não pretendia trazê-los para o Mochilinha, mas foram muitos os pedidos dos amigos para que eternizasse o momento por aqui e, assim, vou fazer. Resolvi que não editarei, não quero alterar a essência do momento em que foram escritos.

Ai vai o primeiro!

Para Flora e Lilian, pelo estimulo de trazer para esse espaço os textos. 

Para Fabiola, que me inspirou a voar para Cuba. Uma amiga querida. 

Para Naiá, minha companheira de descobertas. 

___



Meu desejo de conhecer Cuba sempre teve muitas facetas, indo do turístico ao humano, mas pude concluir que tudo que se diga é pouco para explicar uma vida em paralelo. Conversamos com algumas pessoas, inclusive que tiveram oportunidade de trabalhar em outros países, mas que tem dificuldade de entender os sentidos das expressões liberdade e democracia.

Sabe aquele orgulho de pertencer, que gostamos de ter, tipo quando fechávamos os olhos para a violência para dizer que tínhamos o melhor futebol do mundo? Eles estão condicionados a verem na educação e saúde as joias de Cuba. Entretanto, há tantas virgulas e tanto entre elas.

Há mais que pobreza, existe uma miséria que não discrimina. Mesmo quem trabalha com o turismo vive em lugares insalubres. Já não há tantos médicos para o atendimento da população, pois estão em "missões" por países sulamericanos e africanos. Falam em fome, embora as frutas sejam baratas e deliciosas - não lembrava o quanto saborosa podia ser uma banana prata ou uma goiaba vermelha. Com tanto mar não se avistam barcos, só pescadores de varas junto ao Malecón.





* publicação com problemas, clique em "continuar lendo" e ela abrirá normalmente. 


Esse não é um post sobre viagens, mas será uma viagem. 

Dedico pouco tempo para minha cidade, aproveito muito pouco o que ela tem a oferecer, sempre que tenho um tempinho pego a mala e parto. Outro dia estava na cidade num sábado, tinha uma exposição que desejava ver e resolvi ir a pé, caminhando pelo centro histórico, local onde resido, inclusive. Fiz muitas fotografias, não apenas para a postagem que publicaria por aqui, mas para meu acervo pessoal. Minhas andanças daquele dia podem ser lidas no "Turistando por Minha Cidade". Noutro dia resolvi contar um pouco como é minha rua, o que há nela e mais uma vez um simbolo se mostrou - Rua Duque de Caxias, Porto Alegre - um pouco de mim: uma história de sonhos e realizações.

"Campos verdes, muitas flores, ar fresco: é primavera na Toscana.

E no frescor da estação descubro seus encantos, suas pequenas jóias, seus segredos.

Histórias cantadas nas tratorias, alardeadas em sorrisos largos e timbres altos.

Muros que não escondem as cores da vida, que revelam felicidade.

Caminhos seculares, passos lentos, ponteiros ligeiros. As horas passam, ágeis, o trem chega, hora do retorno, da despedida.

No adeus levo no coração as cores fortes e o calor. No pequeno bloco traduzo em versos mais um amor"!

"Encontrei nas cidades muradas da Toscana a mesma força e resistência que imponho aos meus passos.

Busquei naqueles blocos frios os sentidos que não lhes originaram, mas que os mantém.

Lancei sobre eles um olhar puro, que no ocre vê cores, luz e muitos tons.

Doei aquele momento emoções e poesia, como faço a cada passo, a cada momento.

Transformar dor em superação, o frio em emoção, o calor em versos"!
“Quem tudo tem, na verdade...

Eu jamais desejei ter tudo, porque sempre desejei o infinito, o buscar, o empreender...
Um empreendedor jamais chega ao fim, ao tudo, ele vê o que está por vir...
Para quem cada conquista é o fim, o tudo, perde de viver o que virá...
Se não tens a capacidade de sonhar com o que virá (sabendo que pode não vir), jamais serás um construtor...
Eu sou um construtor.
Construtor dos sonhos que realizei, mas que jamais foram o fim e sim o princípio do que virá.
Construtor de histórias, porque elas alimentam meu presente e desenham o futuro.
Construtor da Vida, pois nos cruzamentos do destino eu escolhi o caminho por onde seguir.
Caminhos, sempre eles que nos levam ao amanhã...
E foram tantos os caminhos, tantas as bifurcações, tantas escolhas...
Mas nem só de escolhas é feito o caminho, às vezes todos eles desembocam no único ponto de onde se pode seguir.
Na falta de escolhas, optei por saltar montanhas e carregar pedras, mas atravessar, ir ao momento seguinte...
Eu vi que o amanhã era para mim, também.
Fui com medo, mas fui...
Levei no coração a paixão dos sonhos...
Plantei o que colho e planto o que colherei, talvez...
E qual o fim?
Não há fim para quem trilha, há passagens...
Por hora, me contento com os resultados de minha atividade principal: de Construtor.
Minha obra tem uma profissão que me exige, que me suga, mas que me sustenta, me acalenta, me apaixona e, especialmente, me orgulha.
Profissionalmente escolhi doar conhecimento e colher o que fosse possível, esperando ser suficiente.  Tem sido...
Tenho as primaveras, o sol, o canto dos pássaros, o céu muito azul...
Tenho amigos, bem poucos confesso, mas a quem me dedico e com quem contarei, se precisar...
Se eles estarão lá? Certezas, jamais as tive...
Tenho amor.


Não preciso mais do que posso carregar, mais do que meus braços e meu colo possam suportar, daquilo que apenas vai pesar”.  


...


Outro dia li que o uso de reticências nas redes sociais é um fenômeno bem feminino e, instantaneamente, percebi que as uso muito e pensei: devem ser meus hormônios aflorados. Mas, na verdade, não gosto de distinções de sexo, de gênero. Então por que as uso, pensei eu?

Os pequenos quadradinhos não combinam com minha escrita extensiva, espaçosa, a ser discutida, confrontada, a ser sentida. Talvez essa seja a primeira de minhas razões, mas não a mais importante. 

Os pontinhos possuem um sentido de amplidão, de abertura de possibilidades, uma forma de compartilhar os pensamentos e sentimentos, além das letras. Uma maneira de em poucas palavras igualar aquelas conversas de horas, que temos com amigos especiais, que se renovam em palavras e se perdem dos ponteiros do relógio. 

Cada vez que coloco as graciosas reticências desejo que meu interlocutor dê seguimento ao meu pensamento, o compartilhe comigo, me entenda, discorde,  interaja além do dito. Leia além das garatujas, descubra o que se esconde atrás de cada letra fria. 

Tão estreita e sem sentidos fica a Vida quando muitos são os pontos tímidos, solitários. Tão frio o entendimento ser apenas ao "pé da letra", quando simpáticos pontinhos nos permitem viajar, compreender, amar, dar cores as letras, sentidos únicos e plurais. 

Um dos muitos vícios de linguagem que carrego, mas do qual  não me libertarei, do qual sou uma prisioneira voluntária. Ao jogá-los em minhas frases, estou a lhe dar a chance de prosseguir, de se perder, de se achar, de se doar, de me descobrir ou, apenas, de pensar. 

Quando receberes minhas reticências, as tenha como presentes que dou à pessoas especiais, com quem desejo sonhar, viajar ou, tão somente, compartilhar. As tome como uma oportunidade de ir além, ou através. Aproveite o caminho, a estrada que se descortina. As postagens nesse blog estão repletas de reticências, de vãos, de espaços - são lúdicas.

Pense que deixar a porta entreaberta possa ser um dos maiores atos de doação, de Vida que se pode oferecer à um amigo... 






"Sonhos

Gosto de sonhar, foram os sonhos que guiaram meus passos pelos caminhos e me fizeram chegar até aqui.

Sonhar e realizar e sonhar, novamente. Os ciclos que se repetem como rodas que giram em direção ao futuro, deixando pelo caminho as bagagens que pesam e não mais completam.

E quando mais uma vez a vida exige coragem, são eles, os sonhos, que me impulsionam, que me fazem seguir, que carregam meus olhos e meu coração para o futuro.

O futuro, o que é o futuro afinal? Os sonhos, os desejos de hoje transformados em realizações e conquistas ali na frente, há alguns ou muitos passos do hoje.

Parto do hoje em direção ao amanhã com os sonhos renovados, porque são eles meu combustível, minha força propulsora. Renovei os desejos e os planos, ganhei vida, preciso de tempo para realizar e conquistar e para novamente sonhar.

E mais um dia começa, uma nova semana, hora de sair do refúgio e rodar, com a alma carregada de sonhos - melhor bagagem e que sempre pode exceder ao peso, já com a esperança que o amanhã reserva melhores dias e surpresas para encantar o coração, para dar-lhe 
vida e doçura. 

Que venham as surpresas dos caminhos, suas cores e tons, 
pois é chegada a hora da partida 
em busca do amanhã".



* como decisões na Vida são passos importantíssimos para a felicidade, esse texto se transformou em um presente para duas queridas blogueiras, para marcar um dia especial!!!! 




"Me pergunto, o que cabe num abraço?

Tímida, diria, segundos de desespero, de coração disparado.

Mas aprendi deixar-me voar, planar, transcender. 

Abraços se tornaram segundos especiais, de capturar impressões, de conclusões, de novas interrogações. 

Calor que aproxima, que aconchega, que responde, que esclarece, que deixa inerte.

Abraços ofertados, recebidos, aceitos ou repelidos. 

Perfume, viagem, uma volta ao mundo em segundos.

Abraços dados, sonhados ou apenas curtidos.

Momentos guardados, relembrados, sonhados ou acontecidos.

Abraços doados, saboreados, tatuados ou aborrecidos.

Neles cabem dúvidas, certezas e para os pragmáticos,

apenas braços"!








"Amigo, aquela criaturinha eleita para ter o pior e o melhor de mim.

Para receber meus melhores pensamentos, meus melhores desejos.

Para ouvir meus lamentos, para me ver desnudar inseguranças.

Para se dar e para me receber, inteiros, sem pontos, só reticências...

Para dividir a gargalhada, o amor, os bons momentos.

Não há espaço para metades ou singular, tudo tem que ser cheio e plural.

Me doou, me entrego, mas desejo, exijo.

Troca, palavrinha tão esquecida em tempos de tantos comprares.

Mas amizade é assim, exigente, cara, mas não está a venda.

É o precioso que se doa, que se vive e que se eterniza em momentos, em calor e em afagos.

Mas nem só de bons momentos são feitas as amizades, os encontros.

Como na vida, há conflitos, bifurcações, curvas e tempestades.

Mas em corações abertos há sempre abrigo, aconchego e calor.

Por isso os encontros devem ser eternos e os desencontros breves".




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