Miradouro das Portas do Sol: onde? Em Lisboa, "ora pois"!

Lisboa é a cidade das 7 Colinas, dos Miradouros, local onde se cravavam as bandeiras das conquistas, de onde olhavam ao longe e sonhavam com as Terras do Novo Mundo e de onde hoje milhares de turistas observam os encantos arquitetônicos e o vai-e-vem de embarcações no Tejo. 

"Portas do Sol", designação de sonho, não? Uia, você foi a Lisboa infinitas vezes e não conhece ainda tal Miradouro? E se eu tirar um pouquinho do encanto e chamá-lo de Miradouro de Santa Luzia? 


O Miradouro de Santa Luzia fica no caminho para o Castelo de São Jorge, normalmente percorrido por quem desce daquele em direção ao Terreiro do Paço, pois para subir é melhor optar pelo Elétrico e deixar os pés para escorregarem ladeiras abaixo. 





Considero um dos pontos mais encantadores das ladeiras por onde andei, mas certamente um dos menos conservados. O espelho d'água se encontrava sujo e seco e o maior dos painéis de azulejos necessitando de limpeza e restauro. Apesar disso, a beleza se mantém e a vista é belíssima. 

Daquele ponto observamos a cúpula de Santa Engrácia, a Igreja de Santo Estevão e as torres da Igreja de São Miguel. 



Dois belos painéis de azulejos contam um pouco de história e colorem a colina. Um retrata a Praça do Comércio, antes do terremoto e, noutro, está retratado uma cena do ataque dos cristãos ao Castelo de São Jorge. Mas esses ficaram apenas na memória, pois as imagens se foram num cartão de memória perdido. 



Estive lá em duas oportunidades e, em ambas, não me furtei de gastar quarto de hora a observar ao longe, a esmiuçar os detalhes, a ver o Tejo. Daquele ponto se pode descortinar a Alfama, observar seu labirinto de ruas e becos, suas curvas, uma delicia. Depois? Se embrenhar ladeira abaixo, dobrando esquinas, observando o comércio, o passo sossegado de seus moradores até alcançar as margens do Tejo. 





Lisboa já seria uma encantadora cidade, mas seus Miradouros lhe dão charme, cores e preservam a história de lutas de seu povo, trazem um pouco da alma do lisboeta em seus jardins e em seus painéis. E como é bom poder olhar ao longe e sonhar...



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