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Não pesquisamos o que encontraríamos em Havana, quais lugares gostaríamos de conhecer e em quais restaurantes iríamos. Deixamos para desbravar no momento, arriscar. 

Luis não permitiu que saíssemos totalmente às cegas. Nosso anfitrião fez um tour por Vedado quando chegamos e nos apontou alguns lugares. Entre eles, o Café Presidente. 


Foi no Presidente que fizemos nossa primeira refeição em Havana (e a última, também). Local agradável, tranquilo, funcionários simpaticíssimos, ar condicionado potente, ao ladinho de onde estávamos hospedadas e com boa comida (e coca-cola, confesso). 


É um dos expoentes da onda contemporânea que invade Havana pelas mãos de novos empreendedores. Nada de tradição, cores tipicas ou artifícios turísticos. Um café como os existentes em qualquer lugar do mundo, comum. 

Gosto de escrever sobre as ruas, calçadas, fachadas e placas, sobre o que vejo pelas frestas, sobre o que se mostra e nem sempre percebemos. A história está naquilo que nos diferencia e, da mesma forma, é com as cidades. 



Andei por Havana cheia de curiosidade, com o olhar atento, buscando essa história, a que está ali, à disposição, se esgueirando. Caminhávamos por horas, em dias muito quentes e nem sentíamos. Foi lúdico e especial. Por instantes, momentos para sentar e deixar a vida passar... 


Por mais que soubéssemos que estaríamos chegando em um lugar cheio de peculiaridades, com uma história muito própria e com suas excentricidades, foi estranho percorrer ruas e avenidas sem traços que nos são tão familiares, sem uma infinidade de farmácias, mercados, centros comerciais e tantos outros que nos foram impostos pela globalização. Cuba ainda não se rendeu a globalização, tem um "q" de antiga, como seus carros. 


Em Havana as livrarias são um misto do novo e do antigo, predominam os sebos. 



Quando desembarcamos em Havana o Luis estava nos esperando e, como contei aqui, ele nos conduzir até a Casa de Margot. Mais do que nos conduzir, ele foi explicando suas percepções sobre o momento de Cuba, sobre sua visão empreendedora e sobre Havana. Ao chegarmos ao Vedado informou que faria um pequeno tour, para que pudéssemos entender o funcionamento do bairro onde ficaríamos hospedadas, além de indicar os bares e restaurantes. Testamos as indicações e não nos arrependemos. 

E o Sancho Panza? 


Numa travessa, quase esquina com a Avenida 23, pertinho dos cinemas e no coração do Vedado, literalmente. Um paladar com tempero cubano, fartura e bons preços. 




Outra hora escreverei mais sobre os bairros, sobre as atrações, sobre muitas coisas que vi e vivi em Havana, mas hoje quero me sentir pisando naquelas calçadas, ganhando as ruas, curvas, quinas e esquinas da cidade. 





Quando penso nas experiências vividas em Cuba percebo que, quase todas, estão muito ligadas ao ato de andar, de percorrer as ruas, de deixar o sol queimar a pele, sem compromisso e de chegar ao final do dia suada, da forma que normalmente odeio. Em Havana até suar, permitir que o diesel grudasse na pele e nas roupas, parecia fazer parte do pacote. 




Percorrer as avenidas, ruas, vielas e praças foi a experiência mais completa, que nos permitiu testar limites, colocar em cheque nossas certezas e deixar que as histórias, dores e amores nos invadissem. 






No post anterior coloquei as linhas gerais que envolveram nossa organização para a estadia em Havana e Varadero, Cuba. Nesse, falo um pouco da Casa de Margot, nossa casa em Havana. 

Luis nos levou diretamente para o apartamento de Margot, num edifico no cruzamento da Avenida 23 com a Avenida de los Presidentes, efetivamente no coração do Vedado.




Localização espetacular, distando algumas quadras do Habana Libre, Hotel Nacional e Malecòn, junto a uma linda praça e com uma infinidade de táxis passando na porta.






Todos perguntam como organizei nossa viagem para Cuba, já que por lá tudo é um pouco diferente do que hoje é corriqueiro para nós. Não sou lá muito boa com dicas, mas vou tentar fazê-los acreditar que tudo é bem mais simples do que possa parecer. E é. 

Por onde começar? Pegar a listinha de hotéis, entrar no booking, verificar preços e reservar? Quais redes mantém os melhores hotéis? Hostel, quem sabe? Santo Cristo, em que bairro ficar? 

Tudo em Cuba é um pouquinho diferente, possui suas peculiaridades e, antes de decidir acerca das opções, é preciso determinar qual tipo de viagem se pretende fazer. Apenas uma viagem ou "viajar dentro da viagem"? Qualquer que seja, o melhor é já ir abrindo uma aba do Viaje na Viagem - VnV, antes de seguirmos com o papo. E, já que é para abrir abas, aproveita e abre uma para o Mochilando por Aí, também. Agora vamos... 

Quando sentei para organizar nossa viagem, já havia comprado as passagens aéreas e não havia tempo, só prazos. Teríamos dez dias, divididos entre Havana e Varadero e isso era tudo o que sabia. Em quarenta dias pegaríamos um voo com conexão no Panamá e desceríamos em Havana. 

Do que precisaríamos, basicamente? Escolher o tipo de hospedagem, o bairro e reservar. Transporte do aero para o hotel, de Havana para Varadero, de Varadero para Havana e do hotel para o aero. Qual moeda levar, quanto e onde fazer o câmbio? E o resto? No resto daríamos um jeito, na medida que as necessidades se mostrassem. 



Havana conta com alguns museus, mas nem todos me pareceram legais. Possuía uma lista para visitar, mas fui cortando, cortando e, dos que visitei, gostei de apenas dois, muito diferentes entre si.


Um deles foi o Museu de Belas Artes, dividido entre dois prédios, um dedicado a Arte Universal - Palácio do Centro Asturiano e, outro, apenas para a Arte Cubana - Palácio de Belas Artes.



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