#RotaFarroupilha: Guaiba, de onde partiram nossos revolucionários.




Partimos de Porto Alegre, por água e asfalto, para desbravar a cidade de onde partiram nossos revolucionários para uma aventura de dez anos, embora tivéssemos apenas dez dias para redescobrir os caminhos e vislumbrar o que poderiam nos oferecer.
Contávamos que seriam dias de muitas aventuras, só não imaginávamos que elas começariam já nos primeiros minutos da trip: nos perdemos da Alexandra, que foi por água. Ganhamos a estrada para alcança-la, logo ali, em Guaíba.

A pequena cidade, separada de Porto Alegre por uma estreita faixa do lago, guarda na memória e nas ruas um importante trecho de nossa história. Considerada o berço da Revolução Farroupilha era, em 1835, a sesmaria de Antônio Ferreira Leitão, sogro de Gomes Jardim. Foi em sua casa que as estratégias revolucionárias foram imaginadas, os caminhos do sonho traçados e de onde partiram para a tomada de Porto Alegre, dando inicio aos dez anos de lutas. A partir daquele momento a bandeira revolucionária passou a nos acompanhar.

Hoje é a porta de entrada para a Costa Doce, região sul do Estado. Há poucos anos ganhou transporte por água, se transformando numa opção de passeio para os porto-alegrenses, que cruzam as águas de Catamarã e almoçam nos pequenos e simpáticos restaurantes da orla.
Enquanto Alexandra cruzava as águas, abandonada pelas companheiras no Catamarã, corríamos pelas estradas para encontra-la na Jardineira, nosso primeiro passeio na cidade.
Recepcionadas por integrantes da Secretaria de Turismo do Município fomos passear de Jardineira e ouvir as histórias da cidade, da Revolução e da atualidade. Passamos pelos pontos turísticos, pelo complexo de exploração de celulose em que se baseia a economia local, até retornarmos ao cais para um delicioso almoço.
A Casa de Gomes Jardim é o coração histórico da localidade, local onde os farroupilhas se reuniam para sonhar e planejar e para onde voltaram inúmeras vezes ao longo da revolução. Com uma vista privilegiada da Capital, era da Estância de Pedras Brancas que nossos revolucionários acompanhavam as manobras das tropas imperialistas e de onde partiram para a primeira batalha. Gomes Jardim, maçom e médico, foi um revolucionário discreto, pai de muitas idéias e estratégias e que, com a prisão de Bento Gonçalves, foi alçado ao cargo de Presidente da República Rio-Grandense.
Na casa onde desabrocharam os ideais farroupilhas faleceu, alguns anos após o término da revolução, Bento Gonçalves. Cheia de histórias foi vendida e revendida até chegar nas mãos da família que hoje a guarda com cuidado, que solicitou seu tombamento e que abriu suas portas para os visitantes. O casal recebe os turistas com sorrisos e histórias, quando há agendamento prévio com bolinhos fritos e um chá, além de estar montando um pequeno acervo de relíquias.


Das histórias de Gomes Jardim para o Vitrine Cultural, onde é mantida a Chama do Milênio.

O centro cultural conta com uma exposição permanente sobre a história da cidade e de sua importância histórica, além de uma galeria para exposições transitórias. No mesmo local fomos brindadas com uma linda apresentação da Primeira Prenda Mirim da localidade, que declamou lindas poesias.
Apesar de pequena, Guaíba trabalha para se projetar como opção turística na região e não apenas como rota de passagem para quem vai em direção aos balneários da Costa Doce, a Pelotas ou ao porto de Rio Grande.
Nas margens do lago Guaiba, que lhe dá nome, os peixes são uma das opções mais saborosas dos cardápios. Fomos recebidas no Caisinho, um tradicional restaurante construído na orla e que oferece uma das vistas mais bonitas de Porto Alegre, onde o olhar corre de Itapuã até a Ponte com vão móvel, do Beira-Rio até a Arena.






Conhecido dos porto-alegrenses oferece saladas deliciosas, como acompanhamento para pratos com peixes e camarões. Além de uma opção saborosa para quem cruza as águas de catamarã para passar algumas horas na cidade é, sem dúvida, a melhor alternativa para quem ganhará as estradas em busca das doces águas dos balneários ou dos doces de Pelotas.


A estrutura de acolhimento ao turista surpreendeu. A Jardineira é um charme, conta com uma guia excepcional, proporciona paradas na Casa de Gomes Jardim e no Vitrine Cultural, terminando o trajeto junto ao cais onde encontramos opções gastronômicas e de onde parte o catamarã. Do mirante, se abre Porto Alegre.


Nós, com a guia, na Jardineira decorada para os festejos juninos - não tenho imagens, mas juro que vi a Rô e a Gardens escrevendo bilhetinhos para Santo Antônio, juro!!!



Bom, nossa manhã em Guaiba foi a oportunidade de sentir o quanto me divertiria nos dias seguintes. A Gardens queria tanto se vestir de prenda que a guia trocou de roupa para que ela pudesse usar a vestimenta típica de estancieira. Agora, pensam que a Alê se mixou? Que nada, desfilou de gauchinha moderna, mesmo!



Depois de ouvirmos tantas histórias, pisarmos o mesmo chão de nossos revolucionários, partimos dalí em direção as demais cidades cheias de vontade, de anseios de desbravar o que de melhor aquelas localidades teriam para oferecer.
Informações:
1. Transporte: para quem deseja um bate-e-volta a partir de Porto Alegre, o Catamarã é a melhor alternativa - rápido, barato e sem pedágio. Para os demais, que se deslocam de carro em direção ao sul do Estado, fica a 31Km da capital, passando por uma praça de pedágio.
2. Jardineira: todas as informações podem ser obtidas no site do Turismo Guaíba, clicando aqui .
3. Caisinho Choperia e Restaurante: horários, cardápio e demais observações são atualizadas pelos proprietários no site, clique aqui .

 Em Guaíba contamos com o apoio do Sebrae da Costa Doce e fomos recepcionadas pela Secretaria de Turismo.
O passeio de Catamarã, de Jardineira e o almoço no Caisinho nos foram oferecidos em sistema de parceria, mas as opiniões aqui expostas não sofreram qualquer influência.


A viagem #RotaFarroupilha é um projeto do Territórios e do As Peripécias de uma Flor, em parceria com os blogs Café Viagem e Mochilinha Gaúcha, que contou com as participações especiais de Andarilhos do Mundo e da jornalista Criz Azevedo. O roteiro teve o apoio de empresas regionais como BC&M Advogados e Agropecuária Sallaberry, além do suporte do Sebrae Costa Doce e de algumas secretarias de turismo. A viagem usou como base o Caminho Farroupilha elaborado pelo Sebrae RS e oferecido, como pacote turístico, pela Tchê Fronteira Turismo, de Bagé/RS.

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8 comentários

  1. Amando essa viagem de reconhecimento.
    E já anotando aqui as dicas do primeiro destino.

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    1. Até para mim, uma gaúcha que conhece um tanto de seu Estado, foi surpreendente. Amei explorar mais a região da Costa Doce, por exemplo, mas fiz descobertas até nos lugares mais conhecidos. Ainda tem muito para pintar, por aqui. BjO!

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  2. Acompanhando tudinho... Quero fazer tabem

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    1. Tenho algumas descobertas maravilhosas para contar e um presentinho para vc!!! BjO!!!

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  3. Tão pertinho... Vou ali qualquer sábado desses conferir as dicas! Tá bonito! Beijos

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    1. Muitas coisinhas surpreendentes por esses caminhos da #RotaFarroupilha, não? BjO!!!

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  4. Estou torcendo para fazer parte do roteiro do TchEncontro II.

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    1. Não dê idéia, não dê!!! Tem muitas surpresas para pintar nesse espaço, ainda. BjO!!!

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