O Mar, o Meliã e o Mar: Varadero, Cuba.



Gosto de escrever sobre o mar, sobre seus sons e tons, sobre como entrego meus segredos e recebo vida. Precisava conversar e, em Cuba, escolhi Varadero. 




Partimos de Havana no meio de uma manhã ensolarada, ganhamos as estradas a bordo de uma mercedez idosa, cortamos caminhos, espiamos o mar, até que Varadero se descortinou em muitos tons. 



Chegamos ao Meliã e só conseguia pensar no mar, queria tanto pisar as areias e molhar os pés. Antes, check-in e burocracias, guardar malinhas, trocar de roupa e só então poderíamos dar um oi. 



Nossa reserva era espaço "the level" o que significa, além de mordomias extras, um check-in facilitadíssimo e rápido. Apreciamos a vista espetacular de nossa suite e, em minutos, já estávamos prontinhas para o encontro agendado. 





Cortamos os jardins do hotel, passamos pela área das piscinas e descemos a escadinha. Lá estava ele, sereno, cheio de tons, à nossa espera. 



Esqueci que desejava, tanto, pisar nas areias caribenhas e deixar molhar os pés. Ali ficamos, papeando e fotografando. 



Enquanto desejava apenas caminhar, Naiá procurava as espreguiçadeiras para poder fazer o que mais gosta na praia: ler. Uma dupla perfeita, enquanto uma conversa com as ondas em silêncio, a outra aproveita a brisa para ler, sossegadamente, na sombra. 



Adoro um pouco de simetria. 



Os serviços exclusivos vinculados a modalidade de reserva escolhida proporcionaram espreguiçadeiras na área mais plana, mas mais distante do hotel. Caminhávamos felizes, contornando os aclives por dentro d'água, com prazer. Ops, não era necessário ir tão longe... 



O entorno do Meliã Varadero é lindo, pois o hotel está sobre uma rocha, na beira das águas. 





Há fendas nas rochas por onde sobem os sons das águas que batem na encosta, algo encantador! 



Para a Revolução Cubana a praia é de todos. Há placas indicando que é pública e isso tem um efeito imediato nos resorts. Empreendimentos estrangeiros junto a orla, autorizados a partir dos anos noventa, oferecem hospedagem diferenciada, mas não podem fechar áreas de areia. As áreas privativas para os hóspedes ficam na faixa de areia mais afastada do mar, pois a faixa mais próxima é para uso comum, ao contrário do que ocorre em outras ilhas caribenhas - ali as famílias armam acampamento e aproveitam o dia, como fazemos por aqui. 



Águas serenas, tons que vão do azul ao verde, do verde ao azul. 





Não usufruímos das piscinas, lindas, do hotel. Sequer sentamos em seu entorno, como a maioria dos hóspedes, ou usufruímos do bar molhado. Fomos encontrar o mar e juntos passamos os dias.



Na área externa contam com restaurante e quiosques de sucos e frutas. No sábado fizeram um almoço festivo, com barraquinhas e churrasqueiras espalhadas pelo jardim. 







Das areias para a área das redes, onde Naiá aproveitava o embalo para leituras ao final das tardes. Eu e minha labirintite insistente optávamos por caminhar e fotografar, bem longe dos sacolejos.





Sunset, o momento mais aguardado do dia. Cores intensas sobre o mar. 



 

Momentos de contemplação e de muitos registros. 



A insônia que me acompanhou nos dias de Varadero proporcionou lindos amanheceres, também. 



O prédio foi construído como uma flor, de sete pétalas e em forma de pirâmide. As suítes possuem terraços escalonados, imensos e com vista para o mar. Dia e noite, noite e dia, um espetáculo de cores e brisa. 




Na chegada apontamos os restaurantes de nossa preferência e as reservas foram procedidas pela equipe. Assim, aproveitávamos o inicio das noites para conversar no terraço, só com a luz das estrelas. Repetíamos no retorno e ganhávamos as madrugadas renovando planos e traçando metas. Esse foi eleito nosso cantinho... 



O atendimento foi excepcional, mas não curtimos a alimentação no local. O modo de preparo e os temperos não nos ganharam, muita fritura e pouco sabor. Fazíamos pequenas refeições na lanchonete do andar, aproveitávamos muito as frutas e sucos e íamos aos restaurantes apenas no jantar. 

Lanchinhos... 





Jantares... 







No térreo, todas as noites, tinham shows musicais, dança e desfiles de moda. Pulamos essa parte, pois os espaços ficavam abarrotados com hospedes animados e muito falantes. Por duas vezes aproveitamos um tantinho do bar externo e no restante do tempo optamos por permanecer no terraço de nossa suite, curtindo a noite. Mas, para os animadinhos, há opções. 



Coca-cola? Privação total no Meliã. Ao contrário da minha experiência em Havana, onde minha bebida preferida era encontrada com facilidade, em Varadero me rendi as Cavas. 

Para quem gosta de umas comprinhas, há apenas uma loja no interior do hotel. Lembrancinhas e utilidades, como protetor solar e shampoo. Junto das piscinas algumas barraquinhas, com artesanato, nada expressivo. 





Muitos me perguntam se compensa o pagamento de diárias mais elevadas em troca de alguns serviços exclusivos, como é o caso do andar the level. Depende, sempre minha melhor resposta. No caso cubano achei que os serviços, fora o check-in facilitado, a garantia de reserva nos restaurantes temáticos e a qualidade das bebidas oferecidas, são praticamente os mesmos. Abertura de cama, encontrar deliciosos chocolates e flores sobre a cama, esculturas de toalha (dispensável) e outros cuidados, fizeram parte dos serviços. Encontramos o que desejávamos, naquele momento - menos a coca-cola, é bem verdade. 





Com uma vista como a que tínhamos de nossa suite, um mar convidativo e uma brisa suave, nada nos fez falta, verdadeiramente. A Ná conseguiu até que fizesse gracinhas para uma foto... 



Concordam? 












17 comentários

  1. Encantada com as fotos! A cor do mar do Caribe é fascinante ;)
    Vou curtindo Cuba por aqui, já que ainda não me foi permitido encontrá-la!
    Bjs

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  2. Gente, eu vi uma foto da Paula no post! rssssss
    Brincadeirinha, Paula.
    Lindo Varadero, hein!! Esse post foi de castigar, cada foto mais linda que a outra, deu vontade de pular dentro dele. Bjo

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    1. hahahaaa!!! Engraçadinho!!! Agora, esse marzão é de querer voltar sempre e sempre. BjO!

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  3. Ah, esse marzão!!! Passei ótimos dias de relax por lá!
    Foi ótimo revê-lo com o teu olhar! Bj

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  4. Parabéns Mochilinha. Descrição poética e fotos impecáveis. Fui a Cuba mas escolhi visitar Trinidad no lugar de Veradero. Varadero descobri pelo seu relato. Excelente

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    1. Obrigada. Também tivemos que fazer escolhas, pois infelizmente tínhamos poucos dias. Desejamos retornar, para mais alguns dias e novos lugares! BjO!

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  5. Ola amigos do site, que beleza encontrar gauchos viajando pelo mundo afora! belissimas fotos. uma pergunta...sabes de como esta a situaçao para retirada de passaprtes em 2015? Gostaria de trazer meu irmao mais novo para passear na Nova zelandia mas esta tao dificil encontar infirmacoes sobre passaporte ai no sul...sera que ha uma demora grande? li em outros sites que leva meses pra "agenderem" a retirada, temos que levantar 3 da manha e ir para filas etc...poderias me dar umas dicas de como estaria a situaçao ai no sul? abraçao, Ricardo

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    1. Olá Ricardo. Não está tão complicado, assim. Procedimento feito pela internet, com agendamento para daqui uns quarenta dias, no máximo. Só comparecer na hora marcada. Abraços.

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  6. Paula, vc viu pousadas menores em Varadero, como as residências que ficou em Havana? Não sou muito de resort, embora veja qualidades, preferia ficar em algum lugar menor... Ótimo post e que fotos!

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    1. Nivia, tivemos poucos dias e optamos por permanecer na área do hotel, descansando e curtindo o mar. Mas sim, acredito que tenha, na área de Camarioca (acho que é isso), cidade na área dos resorts e onde residem os trabalhadores. Passamos de taxi, fica numa baia e é muito bonitinha. Não tenho indicações, mas chegaste a olhar no VnV? BjO!

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  7. muito bacana e otima explicação.. vou de lua de mel e seu post esclareceu bastante coisa... bjao e obrigada...

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  8. oi. vc foi de que forma de transporte de Havana pra la? obrigada bj

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    1. Mel, contratei um taxista, o Aldo. Entretanto, quase todo mundo usa o ônibus, comprando as passagens numa agência ali no Vedado, mesmo. Contratei o Aldo por intermédio do Luiz, mas teria saído bem mais em conta se tivesse acertado diretamente com ele. É um deslocamento mais longo e é bom fazer com um carro autorizado. O Aldo tem uma Mercedez velhinha, mas que foi tranquila - Cuba é uma experiência única. Há táxis modernos, também, mas nem orçamos, já que queríamos viver essas peculiaridades. O contato do Aldo está aqui: http://www.mochilinhagaucha.com.br/2015/06/hospedagem-transporte-taxi-havana-cuba.html

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