Réveillon em Cartagena das Índias, Colômbia.



Para onde se direcionam colombianos e turistas quando as festas da virada se aproximam? Cartagena, a cidade iluminada, esse é o point. 
 

Confesso que não analisei muito esse fato quando escolhi a cidade para passar o réveillon 2015/2016, fui desavisada e feliz. Ao chegar percebi que além dos colombianos possuírem casas e apartamentos de veraneio por lá, lotavam os hotéis junto aos milhares de turistas da América do Sul e, tantos outros, vindos de todos os cantos. É, seriam dias movimentados, era certo. 
 

Não sou muito das multidões, mas não me afligi - estava junto ao mar e isso pagava o preço pelo excesso de companhia. 


No primeiro dia fui recebida por uma cidade antiga florida e agraciada por um pôr do sol de cores inesquecíveis. 
 

Quando encontramos a Colômbia quase como última opção para o réveillon, não havia mais vagas nos hotéis dentro da cidade amurallada. Pesquisa daqui e dalí e optamos pela praia de Boca Grande e, mesmo lá, não conseguimos um hotel que estivesse de acordo com nosso desejo. É, nem assim percebi que todos rumariam para Cartagena. 

Anda daqui e dali, reserva passeios, anda mais um pouco e pronto, era hora de decidir onde ceiar no dia 31. Fomos ver como funcionava, pois não tínhamos estudado as opções. Pelas ruas da cidade amurallada havia uma infinidade de bares e restaurantes com propagandas para a ceia, mas muitos já estavam com as reservas esgotadas. Preços, por pessoa, são muito variados - encontramos de R$ 150 a 1.200,00 - de acordo com o que oferecem na ceia, se são mesas na rua, mesas internas em casa com música ao vivo e etc. 
 

No nosso caso não foi fácil chegar a um acordo acerca do que cada um queria e do quanto estávamos dispostos a gastar - viajar em grupo, ainda que minimo, tem disso. Primeiro decidimos que ficaríamos próximas de uma praça, almoçamos por lá e tudo. Gostamos. Porém, como ainda caminharíamos um tanto, o pessoal decidiu não reservar. Voltamos para o hotel, sem reservas, mas decididas a chegarmos cedinho. 

 

Turma reunida no lobby do hotel em Boca Grande, fomos pedir um táxi. Táxi? O porteiro quase gargalhou. Uma imensa turma tentava fazer sinal, junto ao meio fio, para aqueles que passavam, sem sucesso. Vinte e uma horas e não existiam mais táxis vagos, nadinha. Logo, transporte é um item importantíssimo, mais do que a reserva para a ceia, acredite. 

Uma hora mais tarde e a turma do hotel e mais alguns moradores resolveram entrar na van de transporte público que, finalmente, apareceu. Muitas luzes, muita música e todos partimos felizes para a cidade amurallada. Foi divertido. 
 

Chegamos lá e não havia espaço sequer para caminhar. Todo o entorno estava tomado de pessoas e carros, muitas mesas montadas junto as muralhas e no calçadão junto ao mar - o pessoal chega, estaciona, monta mesa com cadeiras e arruma a ceia da família, enquanto espera a virada do ano. 
 

No interior da cidade amurallada uma multidão e as ruas e calçadas tomadas por mesas, arrumadinhas com arranjos de flores e tudo. Caminhamos algumas quadras, mas achamos melhor não arriscar e esquecemos a idéia de irmos até a praça que ficava distante da porta por onde conseguimos chegar.




Muitos eram os cartazes, mas pouquíssimas eram as mesas ainda não reservadas.


Encontramos um restaurante com uma mesa sobrando e ficamos por ali, mesmo - pagamento feito, um refresco de boas vindas e alguns badulaques coloridos para entrar no clima festivo da noite. 

 
 

 

No que consistia a ceia? Entradinha, prato principal, sobremesa e uma taça de espumante para o brinde. Bebidas eram pagas a parte. Duzentos reais por pessoa acabou sendo baratinho, mas que valeram apenas pela mesa onde sentar, pois a comida não agradou. Mas o visual, entretanto, não poderia ser mais lindo.
 



Nos misturamos aos moradores e turistas e curtimos os sons de uma noite especial, avistamos os fogos e nos divertimos como deu. A música invade as ruas, os poros e sacode até aqueles que não são tão chegados nos embalos.
 
 


Depois? Caminhar e curtir a primeira madrugada do novo ano. De praça em praça, de rua em rua, só cores, luzes e muita alegria. 
 
 


Na hora de voltarmos para o hotel tivemos que sair e caminhar até o calçadão junto ao mar, para pegar algum dos tantos táxis que circulavam por lá. Quase todos lotados e, os poucos vazios, para serem pegos na sorte já que éramos muitos. Nem demorou tanto, mas foi um tempo para ver de longe, para perceber os detalhes daquela festa que envolve e mescla turistas e moradores. 
 


Informações e coisas práticas

Valeu a pena? Muito, tanto que daria até para repetir a experiência. 

E as festas? Algumas fechadas, mas moradores e turistas estavam mesmo pelas ruas, pelas mesas que se espalhavam por todos os cantos, que tomavam conta de todos os espaços. 

Precisa reservar com antecedência? Vale. A reserva prévia permite escolher a localização, se será mesa interna ou externa, se terá música ao vivo e outros detalhes que tornam qualquer festa mais agradável e com a nossa cara. 

O principal lembrete é com o meio e o tempo de locomoção, para quem está distante da Cidade Amurallada. Verificar o transporte que usará, sair cedinho e rumar para a porta mais próxima do lugar reservado para a ceia, pois há ruas onde é impossível se locomover, ainda que a pé. 

Chegou, achou seu espaço na festa? Curta, saboreie os sons e cores da noite, se permita e dê ao novo ano uma entrada inesquecível. 


Um comentário

  1. Paula Mochilinha, adorei seu post. Foi, até agora, o mais esclarecedor até agora sobre o Reveillon em Cartagena. Eu e meu namorado também iremos esse ano e estava curiosa por saber, principalmente, a volta da festa. Obrigada por compartilhar com tanta riqueza esses momentos.

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