O Brasileiro: "se der, deu"??


Quando começo a pesquisar o que visitar no meu próximo destino, sempre aparecem aqueles trocentos lugares mega turísticos, que vou eliminando de acordo com meu convencimento intimo. Quando fico na dúvida, dou uma espiadela na foto, para ajudar na decisão. Alguns coloco na minha top list, a maioria elimino e alguns deixo naquela listinha, "se der, deu"! Pois bem, com Montevideo não foi diferente, entre tantas atrações e poucos dias, o café "Brasileiro" entrou para a listinha do "se der, deu", pois não abre aos finais-de-semana. 


Percorremos as ruas, andamos muito, rodamos outro tanto, curtimos os cantinhos daquela cidade, sem pressa. Fomos riscando nossos desejos da top list, adiando alguns para uma próxima oportunidade por conta da chuva no domingo (o Rosedal foi apenas avistado, precisará um dia ser visitado), e o Brasileiro foi ficando, ficando para o caso de conseguirmos encaixá-lo na segunda-feira. 

Como não sou adepta de maratonas turísticas, prefiro deixar de visitar alguns, do que passar correndo por todos os pontos. Gosto de me perder, andar sem pressa, às vezes até sem rumo.... Se tivéssemos lido melhor a respeito do café, teríamos melhor encaixado ele em nossa programação. Na verdade, ele é um pequeno restaurante, mas só descobrimos isso ao chegarmos lá. Sim, acabamos visitando a casa na segunda!! Agradeço as forças do Universo por isso. 


O Brasileiro é encantador, lindo, pequenino, próximo a Catedral. Estávamos de carro e quase desistimos, tamanha a dificuldade em estacionar nas proximidades. Mas depois de passarmos a primeira vez na frente do prédio, rodamos até descolarmos um cantinho para o carro. E não houve arrependimento, o lugar é mega simpático, o cardápio possui opções delicadas e o atendimento é carinhoso. O que mais poderíamos querer? Só curtir aquela decoração especial e os hábitos dos locais, pois depois de nossa chegada, aos poucos, a casa foi ficando lotada. 




Chegamos ao final da manhã, apenas para tomarmos um cafezinho e conhecermos o local, mas ao descobrirmos as delicias do cardápio para o almoço, pedimos o convert e ficamos de papo até o meio-dia. Entre as opções escolhemos a que nos pareceu mais levinha, pois nosso voo partiria em poucas horas. Ficamos no macarrão salteado com frutos do mar, uma festa para os sentidos e uma delicia para o paladar. 


O prato, servido com delicadeza, é leve e pouco temperado (digamos que menos do que o paladar gaúcho está acostumado, mas nada que um pouquinho mais de sal e de pimenta não tenha resolvido), mas especialmente colorido. Havia outras opções, mas percebemos que esse foi o prato mais pedido naquele dia. Os preços? Muito camaradas, como ocorre no geral no Uruguai. 

Países como Uruguai e Argentina assumem a existência de uma estação fria como algo bom, para se viver, para curtir. Nós gaúchos, embora façamos fronteira com esses países, não aderimos a cultura européia tão cultuada por lá. Essa diferença se vê de diversas formas, especialmente nos pequenos detalhes. Por aqui, parece que jamais usamos casacos, pois não há onde colocá-los em bares e restaurantes, ficam sempre jogados nos espaldares das cadeiras, sendo arrastados pelo chão. E por lá? Não há onde não se vejam ganchos próximos às mesas ou "chapelarias" onde possam ser deixados. E não é um charme? 


Nosso tempo na cidade estava findando e ainda pretendíamos aproveitar o Sol para rodarmos um pouco pelas Ramblas. Então, nossa visitinha foi rápida, sem sobremesa, mas muito doce. 


Preciso dizer que entrou para top list de Montevideo, para o caso de um retorno a cidade? Super indicamos o simpático o Brasileiro. 




4 comentários

  1. Adoro o Uruguai. Um país tranquilo, bonito, de bons hábitos e muito bom gosto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também adoramos nossos vizinhos. Abraços, Raquel!

      Excluir
  2. Delicinha!
    Só faltou o endereço... ;-)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quase ao lado da Catedral, na Ituzaingó, 1447 - Cidad Vieja!

      Excluir

Para o Topo