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Vou contar uma historinha...

Estávamos no Rio de Janeiro, eu muito cética, tentando entender o que a cidade tem de maravilhosa (já contei em algum canto desse diário que não curtia a cidade, acreditem) e escolhendo o lugar para nosso primeiro almoço, numa manhã de sol aberto. Sábado, o povo animado na ciclovia, tomando as areias escaldantes, poucos corajosos se jogando nas águas geladas de Copacabana. 

Estremeço: anúncio de feijoada no restaurante do Othon, convidativo. Olho para o lado e lá está a Ná, sorridente, com aquela carinha de que isso é o maior desejo da minha vida, sabem? Aff, feijão - como Deus alguém curte comer feijão?!! 

Lançou mil argumentos, de como seria maravilhoso almoçarmos no 30º andar, com uma bela vista da cidade, de como deveria ser delicioso comer os tais grãozinhos pretos e, como última tentativa, que ligaria para saber o que ofereciam no cardápio que pudesse me convencer. Meus argumentos? Que não havia razão para me fechar num cubo perto do céu, num restaurante que se diz internacional, quando tudo o que desejo é o som das ondas, o pé na areia e a brisa marinha bagunçando meu cabelo rebelde. Venci, as calçadas de Copa ganharam nossos passos lentos e serenos, cheios de sossego e falta de pressa. 

Enquanto respirava aliviada, via os dedinhos serelepes no smartphone e, finalmente, uma carinha feliz, aquele sorriso lindo, aberto. "Encontrei", dizia ela, alegrinha. Pertinho, num lugar cheio de cores, serviam a tão desejada feijoada, mas tinham moqueca baiana e bobó de camarão, avisava. 

Fomos curtindo as sombras, passos curtos, muito papo, até chegarmos no Brasileirinho. Simpático, pensei. 






Um dia estava navegando nas redes, procurando novidades, postagens dos amigos quando encontrei um post da Alexandra, no Café Viagem. Antes mesmo de ler, caí de amores pela foto de um fogão retrô, semelhante ao que tínhamos em casa na minha infância - aqueles com abinhas laterais. Devorei o texto e joguei a informação no bloco de notas. Depois daquele dia estive em duas oportunidades em Canela, mas não consegui conhecê-lo, até esse sábado.

Gente, paixão resume meu sentimento: Magnólia, Cine Gastrô Bar.




O Mascaron - Restaurante Giratório, é o único do Brasil e está situado na Torre Mirante da Serra, na entrada da cidade de Veranópolis, a Princesa dos Vales e Terra da Longevidade, na Serra Gaúcha.


Sobre a torre, numa altura a partir do solo de 80 metros, é um importante atrativo turístico e proporciona aos visitantes uma visão panorâmica do entorno, que inclui as cidades de Cotiporã, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e a própria Veranópolis. Dizem que no jantar a vista panorâmica, iluminada, é ainda mais bela. 



Para fecharmos nossa série sobre as últimas andanças na Serra Gaúcha, escolhemos o Gasthof - o responsável pelas delicias em nosso almoço no domingo, em Gramado. 


Esqueça o requinte do Belle du Valais, do qual falamos essa semana. Pegue o carro e rode até o bairro Planalto, ali nas imediações do Lago Negro. Numa esquina da Rua da Carriere, verás uma casinha simples, com um avarandado - já vá largando o carro, você chegou. 


O lugar é simples, mas faz sucesso desde 1985. Todos os pratos são típicos da culinária germânica, servidos em porções fartas, num ambiente bastante rústico. 


Os pratos do menu são de dar água na boca. Só para exemplificar: Faisão ao molho de Mel, Pato a Vienense (com molho de laranja) e a Truta ao molho de Amêndoas. Ops, não poderia esquecer do Coelho ao molho de Cerveja Preta - dá para tirar o coelhinho e deixar só a cerveja preta?? Coisas de Paula, claro! 

Além de convert - pães e manteigas aromatizadas, eles possuem algumas entradinhas que a Ná informa serem gostosas - ela foi de rã a milanesa! Como se observa, ela clicou depois de provar!! 


A dupla dinâmica, por sua vez, foi em busca de algo bem mais singelo, mas não menos delicioso. O tradicionalíssimo Schnitzel - filé à milanesa, ao molho de nata, acompanhado de chucrute. Bom, a Ná não resiste em solicitar uma porção de arroz para acompanhar, claro. Preciso dizer que são deliciosos? Para aqueles mais comedidos há o Rahmschnitzel, onde o filé é grelhado. 


O local é ideal para o jantar, quando o chef brinda todos com lindos recitais ao piano - música clássica e jazz. Ao finalzinho do horário do almoço, quando chegamos, restou muito papo com os atendentes, mega simpáticos. Um deles nos mostrou as lindas fotografias da última nevasca, em 2013 - a simpática casinha ficou lindíssima em meio aos simpáticos flocos. 


O ambiente é aquecido por uma lareira e por estufas potentes, ficando deliciosamente acolhedor. A direita de quem entra na casa, há a adega de pedra, num ambiente bastante rústico, com muitos objetos antigos servindo de decoração. 


Simplicidade, aconchego, bons preços e boa mesa é que o encontramos no Gasthof! 

Não é segredo que a Serra Gaúcha atrai milhares de turistas, não só por suas belas paisagens, mas pelo primor de sua culinária. A mesa gaúcha, de uma forma geral e com suas dezenas de influências, é sabidamente farta e saborosa. E no inverno se transforma em deliciosas armadilhas calóricas. Mas não é mega gostoso saborear uma fondue, num local charmoso, aconchegante, numa noite fria e no calor de uma lareira? 

No sábado frio e chuvoso, só mesmo os sabores do Belle du Valais para nos tirar do aconchego da Don Ramon Pousada e Spa Relaxante. Nossa reserva era para as 20 horas e pontualmente lá estávamos, louquinhas para curtir um jantar saboroso, no calor do fogo - a mesinha reservada, inclusive, ficava bem próxima da lareira, claro! 


Como já conhecemos as delicias serranas, podemos nos dar ao luxo de repetirmos nossas preferências, que no caso recaiu sobre a Sequência de Fondue - queijo ao vinho, carnes na pedra e chocolate. Confesso que minha preferência é pelas carnes em óleo, mas o sistema vem sendo abolido, o que entendo - o cheiro é quase insuportável. Então, o negócio é curtir na pedra, bem mais light. 

Para quem conhece a sequência sabe que o dia deve ser reservado apenas para essa refeição - uma das razões pelas quais o almoço foi apenas um suave caldo quente. Digo isso, pois mesmo que você não seja nada guloso, que apenas prove um pouquinho de cada etapa, são três saborosas etapas e isso tem seu peso. 

O Belle du Valais é um charme, em estilo europeu, catalogado como o melhor Restaurante Suíço do Brasil e está na Av. das Hortênsias - a principal de Gramado. Portanto, tem todos os requisitos para estar sempre com as reservas esgotadas - faça sua reserva no dia (http://www.belleduvalais.com.br/), após às 18 horas, para garantir sua mesinha e não ficar aborrecido de perder essa experiência. 



Minha preferência recaiu sobre a fondue, mas a casa oferece outros deliciosos pratos, que costumamos deixar para épocas mais quentes, pois para nós a Serra é um passeio perto, ao lado de Porto Alegre. Eles servem deliciosos pratos, dos quais destaco o Pato na Laranja. Então, tenha em mente que o menu e a carta de vinhos são vastas. 

Para quem é muito, mas muito fã de queijo, pode optar pela Raclette - semelhante a fondue, utiliza queijo de consistência mediana, que é raspado (racler) sobre os acompanhamentos, diretamente no prato. Prato suiço muito apreciado na Serra. 

Nossa opção pela Sequência de Fondue se dá por agradar uma que gosta mais de queijos, outra que prefere as carnes e ambas, que amam chocolate. Sem contar as preferências, degustar uma sequência envolve todo um ritual, demanda tempo, calma e sobra espaço para muita conversa - transforma qualquer noite fria numa delicia. Um vinho para acompanhar? Uau!! 


Há muitas opções em Gramado/Canela no que se refere a sequência de fondue, sendo de uma diversidade de preços absurda - considerando muito mais o charme do local do que propriamente a qualidade do serviço. É possível encontrar, facilmente, preços que vão de R$ 39,90 a R$ 160,00, por pessoa. Conhecemos vários locais, alguns com preços extremamente convidativos e todos sempre nos serviram muito bem. O Belle possui um dos preços menos acessíveis, mas você está comprando o charme do restaurante suíço, claro. Então, veja se cabe em seu orçamento essa experiência, mas se não der, não fique triste, pois na mesma avenida certamente encontrarás opções mais de acordo com seu desejo e não sairá da Serra Gaúcha sem provar as delicias de uma fondue - mais que um jantar, uma experiência. 





Quando começo a pesquisar o que visitar no meu próximo destino, sempre aparecem aqueles trocentos lugares mega turísticos, que vou eliminando de acordo com meu convencimento intimo. Quando fico na dúvida, dou uma espiadela na foto, para ajudar na decisão. Alguns coloco na minha top list, a maioria elimino e alguns deixo naquela listinha, "se der, deu"! Pois bem, com Montevideo não foi diferente, entre tantas atrações e poucos dias, o café "Brasileiro" entrou para a listinha do "se der, deu", pois não abre aos finais-de-semana. 


Percorremos as ruas, andamos muito, rodamos outro tanto, curtimos os cantinhos daquela cidade, sem pressa. Fomos riscando nossos desejos da top list, adiando alguns para uma próxima oportunidade por conta da chuva no domingo (o Rosedal foi apenas avistado, precisará um dia ser visitado), e o Brasileiro foi ficando, ficando para o caso de conseguirmos encaixá-lo na segunda-feira. 

Como não sou adepta de maratonas turísticas, prefiro deixar de visitar alguns, do que passar correndo por todos os pontos. Gosto de me perder, andar sem pressa, às vezes até sem rumo.... Se tivéssemos lido melhor a respeito do café, teríamos melhor encaixado ele em nossa programação. Na verdade, ele é um pequeno restaurante, mas só descobrimos isso ao chegarmos lá. Sim, acabamos visitando a casa na segunda!! Agradeço as forças do Universo por isso. 


O Brasileiro é encantador, lindo, pequenino, próximo a Catedral. Estávamos de carro e quase desistimos, tamanha a dificuldade em estacionar nas proximidades. Mas depois de passarmos a primeira vez na frente do prédio, rodamos até descolarmos um cantinho para o carro. E não houve arrependimento, o lugar é mega simpático, o cardápio possui opções delicadas e o atendimento é carinhoso. O que mais poderíamos querer? Só curtir aquela decoração especial e os hábitos dos locais, pois depois de nossa chegada, aos poucos, a casa foi ficando lotada. 




Chegamos ao final da manhã, apenas para tomarmos um cafezinho e conhecermos o local, mas ao descobrirmos as delicias do cardápio para o almoço, pedimos o convert e ficamos de papo até o meio-dia. Entre as opções escolhemos a que nos pareceu mais levinha, pois nosso voo partiria em poucas horas. Ficamos no macarrão salteado com frutos do mar, uma festa para os sentidos e uma delicia para o paladar. 


O prato, servido com delicadeza, é leve e pouco temperado (digamos que menos do que o paladar gaúcho está acostumado, mas nada que um pouquinho mais de sal e de pimenta não tenha resolvido), mas especialmente colorido. Havia outras opções, mas percebemos que esse foi o prato mais pedido naquele dia. Os preços? Muito camaradas, como ocorre no geral no Uruguai. 

Países como Uruguai e Argentina assumem a existência de uma estação fria como algo bom, para se viver, para curtir. Nós gaúchos, embora façamos fronteira com esses países, não aderimos a cultura européia tão cultuada por lá. Essa diferença se vê de diversas formas, especialmente nos pequenos detalhes. Por aqui, parece que jamais usamos casacos, pois não há onde colocá-los em bares e restaurantes, ficam sempre jogados nos espaldares das cadeiras, sendo arrastados pelo chão. E por lá? Não há onde não se vejam ganchos próximos às mesas ou "chapelarias" onde possam ser deixados. E não é um charme? 


Nosso tempo na cidade estava findando e ainda pretendíamos aproveitar o Sol para rodarmos um pouco pelas Ramblas. Então, nossa visitinha foi rápida, sem sobremesa, mas muito doce. 


Preciso dizer que entrou para top list de Montevideo, para o caso de um retorno a cidade? Super indicamos o simpático o Brasileiro. 






A cidade do Porto, no norte de Portugal, é um lugar para caminhadas, para se ver ao longe e para se olhar em direção ao céu. Muito do que tem a oferecer está em seus caminhos, em suas fachadas coloridas por azulejos muito azuis. Mas está também em sua gente, uma mescla de jovens moderninhos e senhoras que parecem saídas do túnel do tempo. São descobertas para se fazer com tempo, a partir da observação, da interação. 

Bom, mas nossa passagem seria mega rápida e não havia tempo para tanto. Para piorar? Pouco mais de uma hora após nossa chegada o tempo virou, as muitas pombas voaram freneticamente e as senhorinhas se puseram a andar rápido, muito rápido, e em poucos minutos todos haviam desaparecido, as ruas se encontravam vazias.




O Theatro São Pedro é a Casa Cultural do gaúcho. Situado na Praça da Matriz em Porto Alegre, junto ao Palácio Piratini e a Assembléia Legislativa, possui uma história de ressurgimento, de lutas, bem ao estilo das grandes batalhas travadas pelos campos do Rio Grande. É um sobrevivente e, embora pequenino, recebe aos visitantes com o charme de quem tem séculos de história (1858) para oferecer aos olhos e aos sentidos. 



O que dirá então quando se chega na porta e há perfumes, aromas no ar? Bom, tudo fica mais bonito, delicioso por assim dizer!! 

Até 30/10/2013 voltou a ser servido, às quartas-feiras das 15 às 19 horas, o Chá da Tarde no Foyer Nobre do Theatro São Pedro. Já tradicional na cidade, nos últimos anos está sob os cuidados do Restaurante Du'Attos, que além de ser responsável pelo Café do Theatro, também administra o Restaurante do Multipalco, outra delicia na Praça da Matriz. 

Com a programação agitada do Porto Alegre em Cena o Café do Teatro já recebe, tradicionalmente, um maior público. Mas com o Chá da Tarde se tem um público diferenciado, muitas senhoras em animadas reuniões, comemorações de aniversários, etc. 


Já escrevi sobre o Esquina Mineira no blog - veja aqui. Na época informei que seria visita única, pois não havia gostado. Entretanto, recebi a informação de que haviam se mudado para um casarão reformado e novas instalações sempre são uma oportunidade para melhorias, não?

Em maio retornei a cidade, para um belo final-de-semana prolongado. No dia da chegada, com o grande atraso no voo em vista do Aeroporto Salgado Filho ter permanecido fechado para decolagens por muitas horas, só conseguimos rumar para o almoço às 14 horas. Meio na dúvida de onde íriamos, decidimos aproveitar a oportunidade e darmos aquela segunda chance ao Esquina. O localizamos rapidamente, num casarão lindo e já gostamos do que vimos. 

O casarão onde se encontra hoje estabelecido possui uma área mais ampla, mais clara - solar. Ao contrário do acanhado prédio anterior, nesse as instalações são espaçosas, há maior distanciamento entre as mesas, é melhor iluminado. Tudo decorado com charme interiorano.


São Paulo é uma cidade para se caminhar, para se descobrir e assim fazemos a cada visita. Além de revisitarmos nossos pontos preferidos, caminhamos, observamos e nos surpreendemos. 

No último final-de-semana estendido que passamos por lá, há duas semanas, aproveitamos a tarde de sábado para uma caminhada. Partimos da conhecida esquina da Ipiranga com a São João em direção a região do Mosteiro de São Bento, onde havíamos começado nossas caminhadas ainda no início da manhã, com um café delicioso no Girondino. Mas, por óbvio, optamos por um caminho diverso daquele que havíamos empreendido, escolhendo passar pela Galeria do Rock em direção ao Edifício Martinelli. 

Embora soubesse da existência, em nenhum momento liguei aquele lugar a sua localização. Assim, foi uma doce surpresa me deparar com a "Casa Mathilde -  Tradicional Doceria Portuguesa", bem na hora da sobremesa.



 
Lisboa tem muitos lugares tradicionais, muitos altamente turísticos, mas que merecem pelo menos uma visitinha. Nesse contexto temos a Cervejaria Trindade.
A Trindade é a cervejaria mais antiga de Portugal e um símbolo da gastronomia lisboeta. Fundada em 1836 é considerada Patrimônio de Relevante Valor Histórico Cultural.
Mas o que faz sua fama correr Mundo? Ir além mar? A preservação de seu espaço físico, um variado cardápio com pratos da culinária portuguesa e o chopp (imperial) – acredito que essas sejam suas bases. O lugar é bonito, a comida deliciosa e o atendimento camarada.


 
O café A Brasileira é um ícone de Lisboa. Situado no Largo do Chiado, na rua Garret, nº 120 – com uma parada do elétrico a poucos metros e às portas da estação de metrô Baixa-Chiado, é um ponto de encontro de residentes e turistas.
Fundado em 1905 por Adriano Telles, um português que regressava do Brasil. Para dar força a sua idéia inicial, vender o café importado de Minas Gerais, passou a oferecer para cada cliente que adquirisse um quilo do pó uma bica de café, algo semelhante a um cafezinho expresso. E assim captou clientela, sobreviveu as crises econômicas, se firmou como um ponto turístico e hoje suas mesas estão sempre abarrotadas de turistas ávidos por seus cafés e quitutes.
Embora esteja instalado num antigo casarão, estreito e um tanto acanhado, é possível avistá-lo a distância graças a estátua de Fernando Pessoa que permanece em frente ao estabelecimento comercial. Frequentador do estabelecimento, Fernando Pessoa foi eternizado e diariamente sai em fotografias de turistas do Mundo inteiro, que sentam junto a sua estátua numa mesinha de bar.

 
O interior do estabelecimento é de grande beleza, permanece com seus traços arquitetônicos e decorativos preservados ao longo de mais de um século.



 
O atendimento não é o mais célere, mas é compreensível em vista do grande fluxo de clientes. Não é fácil conseguir uma mesa e, após estar sentado, há de se ter paciência para que o pedido seja entregue. Para quem senta nas mesas externas, o pagamento se dá no momento em que o pedido é servido – assim, você saboreia seu lanchinho e pode partir, sem delongas.
 
 

Bem localizado, merece uma visita, nem que seja para um rápido café e algumas fotografias.

 
 

 
Mais um Mercado chega para colorir o blog.
O Mercado San Miguel em Madrid é um ponto de encontro na cidade, que encanta por seus traços e por sua proposta gourmet.
Datado de 1916, fechou suas portas para reforma e reabriu em 2009, com uma nova proposta e um estilo contemporâneo e desde então se transformou num ponto de encontro em Madrid.




Garopaba em Santa Catarina possui diversas praias, sendo que muitas delas possuem um centro hoteleiro e gastronômico próprio. É um local de bem viver, de curtir esportes ao ar livre e a natureza. Entretanto, no centro de Garopaba há uma área comercial organizada, com lojas, restaurantes, bares e sorveterias, por onde os moradores e turistas passeam após o anoitecer.
 
 
A área comercial se distribui entre a via principal e a beira-mar, sendo que a principal é a que comporta o maior número de estabelecimentos comerciais e é nessa que encontramos a Pizzaria Inshallah, casa temática árabe.




"Há cidades que são obras da Natureza, como o Rio.
Há outras, que são obras do Homem como São Paulo.
Mas raras são obras de Arte, como Brasilia".

José Bassul
*cardápio Bar Brasilia


Brasilia é um lugar apaixonante. Acho que o fato de ter sido planejada e construida no meio do nada, de ser fruto de um sonho, de uma aventura, a transforma em história viva. Mas como nem só de história vive o homem, o seu povo adora uma badalação.


Sou uma aficionada por barzinhos e restaurantes – gosto de curtir um papo com os amigos, tomar um refrigerante (sim, eu não bebo), beliscar um petisco e ver o movimento... Logo, em Brasília, como nos demais lugares, fomos atrás de informações sobre os melhores pontos de encontro da cidade.  Comento alguns, aqueles que indico com tranquilidade.

O primeiro e mais tradicional é o Bar Brasília. Famoso por seu chopp gelado foi inaugurado há uma década, mas com estilo de boteco carioca dos anos 50, parece bem mais antigo. É o point da boemia. Inteiramente decorado com peças de antiquário, que remetem ao charme dos anos 20 aos 50, está com suas mesas sempre lotadas. Logo na entrada você encontra o Ribamar, a estátua do garçom sorridente e acolhedor – paradinha obrigatória para um registro fotográfico.

Sempre quando viajo procuro conhecer os hábitos dos locais e seu regionalismo. Gosto de andar pelo Centro da cidade, de conhecer o Mercado Público, entrar em Supermercados e, especialmente, procurar restaurantes de comida regional. Gosto de sentir os temperos, os aromas da terra. Se for um local com decoração típica, melhor ainda.
Em Maceió não seria diferente.  Já na chegada dei uma olhada pelo balcão e arredores da recepção do hotel a procura de propaganda, mas não localizei nada – ao perguntar, uma única resposta: Bodega do Sertão.
 
 
 
O restaurante fica na Jatiúca, há algumas quadras de onde estávamos hospedadas (Ponta Verde – Maceió Mar Hotel). Preferimos não arriscar (o sol estava queimando) e fomos de táxi – na volta, já muito bem alimentadas, resolvemos gastar algumas calorias das muitas adquiridas numa caminhadinha sem compromisso. Fica a duas quadras da orla, mas bem localizado. Já na chegada fomos surpreendidas por uma estrutura bastante regionalizada e acolhedora.
 
 
O Bodega do Sertão é uma instalação simples, mas pitoresca. Além da rusticidade, uma das construções é um bule gigante e colorido. Terei de usar uma foto do site, pois a minha não está lá essas coisas.

Brasilia tem o charme de seus restaurantes – especialmente os baseados na culinária mineira.
Sempre que viajo dou preferência pela culinária local, me aventuro. Não esperem me ver nas churrascarias... Logo, parti em busca de lugares charmosos, que me foram apresentados pela minha acompanhante, que já conhecia a cidade. Alguns outros locais conhecemos juntas. Destaco três estabelecimentos, entre os visitados: Feitiço Mineiro, Esquina Mineira e Don’ Durica.
O desenho da cidade, a forma como foram distribuidas as áreas residenciais e comerciais, são uma supresa a cada esquina. Uma das consequências dessa organização, somado ao fato de que de certa forma todo mundo é um pouco turista naquela terra (uma cidade adolescente, com apenas 52 anos), é que em nenhuma oportunidade me vi num restaurante turistico, pois todos são muito frequentados pelos locais. A interação é total. Mas Brasilia é uma cidade para ser curtida de carro, não conte com o transporte público e muito menos se aventure a pé, pois as distâncias são absurdas – e, juntamente com o aluguel do veiculo, tenha em mãos um GPS (ele lhe dará liberdade).
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